Lá, agilidade e economia de dinheiro público.....
A Prefeitura de Nova Mutum publicou, ontem, no Jornal Eletrônico
da Associação Matogrossense dos Municípios – AMM, decreto de situação de
emergência na comunidade Pontal do Marape (150km da sede). As fortes chuvas
registradas no final de semana fizeram com que a força das águas destruísse uma
ponte sobre o Córrego Ferradura, impossibilitando o trânsito em uma das
principais estradas que são acesso ao assentamento.
Com a destruição da ponte, faz-se necessário trafegar mais de 40
quilômetros para chegar até a sede da comunidade. Tal situação está
interferindo diretamente no deslocamento dos moradores, dos alunos da rede
pública municipal, ambulância e profissionais de saúde, bem como no escoamento
de produtos agrícolas e cargas vivas. Dezenas de famílias fazem uso da estrada
diariamente.
Diante disso, a Departamento de Licitação da Prefeitura está
providenciando a dispensa de licitação para contratar empresa que irá
reconstruir uma ponte, que tem extensão de 13 metros. De acordo com Geovani
Lamera, coordenador do Departamento, a dispensa da licitação,prevista na
legislação, foi solicitada pelo prefeito Lírio Lautenschlager para dar a agilidade
que o caso requer e evitar desperdício de dinheiro público com uma “gambiarras”
paliativas.
Aqui, gambiarras e desperdício com obras paliativas
Os vereadores membros da Comissão de Obras, Cirilo Ramão (PTC) e Raphael Mattos se reuniram com o secretário de Obras Jorge De Lúcia, para discutir a situação da ponte do córrego Olaria, no assentamento Lagoa Grande, distrito de Itahum, arrastada pelas águas, deixando os moradores do assentamento ilhados. Os cerca de 140 assentados rurais do assentamento Lagoa Grande,em Itahun, estão ilhados.
A ponte fica na
única estrada de acesso ao núcleo urbano do distrito, onde os assentados fazem
suas compras de alimentos, tem acesso aos serviços públicos de saúde (na
verdade um posto de saúde) e por onde passa o transporte escolar que leva os
estudantes ao colégio Vicente Azambuja e também o transporte regular que traz,
por exemplo, os aposentados para receberem seus benefícios nas agencias
bancárias de Dourados.
A depauperação da ponte começou com o funcionamento de uma usina de cana, que arrendou propriedades na região e para chegar até as áreas arrendadas precisa passar pelo interior do assentamento e para isso usa carretas bi-trem,na época da colheita e para levar insumos, com capacidade superior à suportável,em toneladas, pela ponte, prevista apenas para veículos leves e utilitários.Com a quebra da ponte,a usina tomou uma medida paliativa:construiu uma ponte improvisada,à base de cimento e terra que, claro,não resistiu às fortes chuvas e ruiu, pois as bitolas não suportaram a força das águas.
A "solução" do secretário
Os vereadores questionaram o secretário sobre qual medida a
ser tomada para que se resolva o mais breve possível o tráfego naquela localidade
e bingo. O secretário afirmou que a ponte a ser construída está em processo de
licitação (que, já alertou o vereador Alan, advogado e presidente da CCJ, pode
ser dispensado em situações de emergência) e que isto poderá levar até 120 dias
para a conclusão. Genial, o secretário afirmou que, como medida paliativa,
será reconstruído o aterro (que já passou por várias reformas), com a colocação
de mais tubos do tipo “manilhas” com bitolas maiores, o que, consequentemente,
aumentará a vazão da água, evitando novo desmoronamento.Uma gambiarra, que já deu errado e que poderia ser evitada se seguido o exemplo de Nova Mutun.Lá, dinheiro público não tá sobrando.
IV – nos casos d

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