quinta-feira, 11 de abril de 2013

Itahun: nova gambiarra e velho argumento e um exemplo


Lá, agilidade e economia de dinheiro público.....

A Prefeitura de Nova Mutum publicou, ontem, no Jornal Eletrônico da Associação Matogrossense dos Municípios – AMM, decreto de situação de emergência na comunidade Pontal do Marape (150km da sede). As fortes chuvas registradas no final de semana fizeram com que a força das águas destruísse uma ponte sobre o Córrego Ferradura, impossibilitando o trânsito em uma das principais estradas que são acesso ao assentamento.
Com a destruição da ponte, faz-se necessário trafegar mais de 40 quilômetros para chegar até a sede da comunidade. Tal situação está interferindo diretamente no deslocamento dos moradores, dos alunos da rede pública municipal, ambulância e profissionais de saúde, bem como no escoamento de produtos agrícolas e cargas vivas. Dezenas de famílias fazem uso da estrada diariamente.
Diante disso, a Departamento de Licitação da Prefeitura está providenciando a dispensa de licitação para contratar empresa que irá reconstruir uma ponte, que tem extensão de 13 metros. De acordo com Geovani Lamera, coordenador do Departamento, a dispensa da licitação,prevista na legislação, foi solicitada pelo prefeito Lírio Lautenschlager para dar a agilidade que o caso requer e evitar desperdício de dinheiro público com uma “gambiarras” paliativas.

Aqui, gambiarras e desperdício com obras paliativas

Os vereadores membros da Comissão de Obras, Cirilo Ramão (PTC) e Raphael Mattos se reuniram com o secretário de Obras Jorge De Lúcia, para discutir a situação da ponte do córrego Olaria, no assentamento Lagoa Grande, distrito de Itahum,  arrastada pelas águas, deixando os moradores do assentamento ilhados. Os cerca de 140 assentados rurais do assentamento Lagoa Grande,em Itahun, estão ilhados.
A ponte fica na única estrada de acesso ao núcleo urbano do distrito, onde os assentados fazem suas compras de alimentos, tem acesso aos serviços públicos de saúde (na verdade um posto de saúde) e por onde passa o transporte escolar que leva os estudantes ao colégio Vicente Azambuja e também o transporte regular que traz, por exemplo, os aposentados para receberem seus benefícios nas agencias bancárias de Dourados.

Histórico

A depauperação da ponte começou com o funcionamento de uma usina de cana, que arrendou propriedades na região e para chegar até as áreas arrendadas precisa passar pelo interior do assentamento e para isso usa carretas bi-trem,na época da colheita e para levar insumos, com capacidade superior à suportável,em toneladas, pela ponte, prevista apenas para veículos leves e utilitários.Com a quebra da ponte,a usina tomou uma medida paliativa:construiu uma ponte improvisada,à base de cimento e terra que, claro,não resistiu às fortes chuvas e ruiu, pois as bitolas não suportaram a força das águas.

A "solução" do secretário
 
Os vereadores questionaram o secretário sobre qual medida a ser tomada para que se resolva o mais breve possível o tráfego naquela localidade e bingo. O secretário afirmou que a ponte a ser construída está em processo de licitação (que, já alertou o vereador Alan, advogado e presidente da CCJ, pode ser dispensado em situações de emergência) e que isto poderá levar até 120 dias para a conclusão. Genial, o secretário afirmou que, como medida paliativa, será reconstruído o aterro (que já passou por várias reformas), com a colocação de mais tubos do tipo “manilhas” com bitolas maiores, o que, consequentemente, aumentará a vazão da água, evitando novo desmoronamento.Uma gambiarra, que já deu errado e que poderia ser evitada se seguido o exemplo de Nova Mutun.Lá, dinheiro público não tá sobrando.

IV – nos casos d 

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