terça-feira, 23 de abril de 2013

As "mancadas" de Murilo na Educação, segundo o SIMTED

 
As "mancadas" de Murilo, segundo o SIMTED
 
 
 
Fechamento do PAE (Programa de Acompanhamento Escolar): é o antigo reforço escolar, só que aprimorado com acompanhamento individual para alunos que tenham algum déficit de aprendizado. A prefeitura terminou com o programa;

Fechamento das STE (salas de tecnologia): as salas de tecnologia são utilizadas como suporte para as aulas dos professores e como meio de acesso ao aprendizado via Internet. Representa muitas vezes o primeiro contato dos alunos com o mundo da informática, já que não são todos que possuem condições financeiras de possuir um computador em casa. A prefeitura também fechou;

Não implantação de uma jornada dos professores que inclua 1/3 de hora-atividade: é o tempo que os professores usam para preparar aulas e corrigir trabalhos e provas. Sem esse tempo, a qualidade das aulas pode ficar comprometida;

Falta de discussões do PCCR (Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração): é esse plano que define quem faz o que nas escolas, quais as atribuições de cada pessoa e quanto ela deve receber por isso. Está paralisado desde 2009 e a atual administração prometeu resolver em 2012 e não cumpriu.

Falta da redução da jornada de trabalho, dos administrativos de 6h para 8h: pesquisa realizada pela Universidade de Barcelona, concluiu que uma jornada superior a 40 horas semanais causa danos físicos e emocionais irreparáveis nos trabalhadores, como a ansiedade e da depressão e até problemas cardíacos. A qualidade de aula pode cair e atendimento à comunidade escolar também. Antes era de 6h a jornada, porém a prefeitura aumentou para 8h.

Fechamento do Núcleo Indígena na Secretaria de Educação: responsável pela implementação de políticas educacionais para a educação indígena, esse núcleo foi fechado pela prefeitura, mesmo a cidade tendo a maior população indígena do Estado;

Falta de adequação salarial para professores e administrativos: no decorrer dos anos esses profissionais arcaram com as perdas salariais impostas pela desorganização administrativa que Dourados passou. Até hoje não recuperaram as perdas, o que pode causar desmotivação profissional e queda no rendimento das aulas;

Não inserção definitiva dos servidores administrativos educacionais no PCCR: mesmo trabalhando nas escolas esses educadores não são entendidos como tal e lutam pela valorização;

Concursos para docentes, professores (as), coordenadores (as) e administrativo: sem concursos, ficam abertas brechas para irregularidades em contratações e os servidores contratados perdem por não ter uma perspectiva de carreira, sem progressão futura. Os alunos podem perder com trocas constantes de professores.

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