Artigo
Estamos diante de um
momento crucial em Dourados. O prefeito, na semana passada, não teve coragem se
quer de comemorar os 100 dias de governo, pois além de não ter o que comemorar
ele ainda teria que acertar a gramática e comemorar os vários dias SEM governo.
SEM governo porque não há
qualquer demonstração de empenho por Dourados, sem governo, porque neste
período, apenas foi retirado direitos de funcionários (as) públicos (as).
SEM governo porque as
crianças perderam o direito de terem uma recuperação escolar para suprir suas
deficiências de conteúdo e ter condições de segui-los sem prejuízo de
conhecimentos. Além de perderem o direito de ter acesso qualificado a educação
digital.
SEM governo porque foi
retirado todo o direcionamento das políticas educacionais indígenas que, antes,
respeitava a diversidades culturais. Sem governo porque foi extinto o Programa
de resistência as drogas e a violência – Proerd, que a mais de 13 anos existia
em Dourados.
SEM governo porque a
cidade está um caos, cheia de buracos nas ruas, que agora estão sendo tapados
com um serviço SEM qualidade e que tem criado pequenas lombadas em toda a malha
asfáltica. SEM governo, porque as boas vindas ao ano de 2013 foram dadas com
uma conta altíssima de impostos para pagar, que até agora não enxergamos onde
foi parar tanto dinheiro.
SEM governo porque comerciantes
terão que pagar caro pelas fachadas de seus próprios estabelecimentos, sem nada
em contrapartida. SEM governo, porque os postos de saúde estão SEM médicos, SEM
remédio, SEM funcionários (as). SEM governo porque toda a população está SEM
respeito.
SEM governo porque não
tem dado a devida atenção às políticas de enfretamento a violência contra a
mulher, bem como a todo o tipo de violência social. SEM governo porque quem está à frente do
governo não sabe conversar e tem optado por atuar SEM diálogo e ferindo os
princípios da democracia.
E poderíamos aqui
elencar mais de CEM (100) SEM, mas quero aqui refletir um pouquinho sobre esta última
frase a qual diz respeito à forma truculenta com que o suposto governo tem se
relacionado com toda a sociedade.
Porque alguém faz a
opção de decepcionar a população de uma
cidade inteira, até mesmo o seu próprio eleitorado, pelo simples desejo de não
dialogar? O que faz um representante do povo não ter coragem de ouvir? Porque
tanto medo ou receio do diálogo?
Mais do que nunca a humanidade
não pode prescindir do diálogo para buscar soluções coletivas e fortalecer a
democracia. Porém dialogar requer gasto de energia, tempo, disposição e coragem
para enfrentar o diferente.
Quando um governo
exerce o autoritarismo para executar suas políticas e suas ideologias, ele desconsidera
a diversidade de ideias de um povo. As pessoas não são iguais, não pensam
iguais, não tem os mesmos sentimentos, os mesmos desejos e, portanto, quem não
respeita as diferenças e não cultiva o diálogo, não pode REPRESENTAR o povo.
Infelizmente o atual governo
de Dourados tem se mostrado com estas características. Tem sido desaprovado
pela maioria da população, pelo simples fato de não ter a humildade de ouvir
críticas. Um governo que tem medo de enfrentar o diálogo e a crítica é um
governo inseguro de suas próprias ações e, portanto, um governo fraco.
Dourados, a segunda
maior potencia econômica do Estado, a 83 ª potência em renda e emprego do país merece um governo que
tenha a coragem de administrá-la com competência.
A autora, Gleice Jane Barbosa, é Vice-presidente do SIMTED

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