Quando o senador Renan Calheiros foi eleito para a presidência do Senado e Henrique Eduardo Alves para a presidência da Câmara o titular do Blog cunhou a expressão "duplinha do mal".Pois bem.
De volta à presidência (do Senado) seis anos após ter sido varrido de lá por uma série de denúncias, Renan ainda não conseguiu se livrar do rastro de denúncias que o obrigaram a renunciar ao cargo mais importante do Congresso e, por pouco, não o levaram à cassação.
Agora, o senador dos gestos obscenos na prática e na teoria teve sua "capivara" no STF engordada. O Ministério Público Federal abriu inquérito para apurar a suspeita de irregularidades na compra de uma casa em bairro nobre de Brasília pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), por R$ 2 milhões. O despacho é da procuradora Anna Carolina Resende Maia Garcia. A procuradora resumiu o objeto do inquérito como “possível irregularidade na aquisição pelo senador Renan Calheiros de imóvel no Lago Sul por valor muito abaixo do praticado no mercado e incompatível com os seus rendimentos”. O inquérito é baseado em uma reportagem do jornal “O Estado de S. Paulo”. Segundo o texto, a casa de Renan –que possui 404 m²– custa no mercado pelo menos R$ 3 milhões, 50% mais que o valor registrado na escritura.
Retrospectiva
Na véspera de sua nova eleição, em fevereiro deste ano, ele foi acusado pelo Ministério Público de ter cometido peculato, falsidade ideológica e uso de documento falso no caso dos bois de Alagoas.Segundo o inquérito 2593, Renan apresentou documentos falsos, em 2007, para forjar uma renda com venda de gado em Alagoas e justificar gastos pessoais. É acusado de desviar R$ 44,8 mil do Senado em verbas indenizatória.
O caso dos bois derivou da denúncia da ex-amante Mônica Veloso, com quem Renan tem uma filha. Ela o acusou de pagar a pensão da filha com recursos da empreiteira Mendes Júnior, beneficiada com emendas do senador. No Senado, Renan foi absolvido e escapou da cassação em 2007, mas teve de renunciar à presidência. Ao todo, foram seis os processos abertos e arquivados contra ele no Congresso.
Acusado pelo deputado João Lyra (PTB-AL) de usar laranjas na compra de rádios, Renan foi absolvido no Senado, mas responde no STF ao inquérito 2998, por tráfico de influência no Ministério das Comunicações.
Em 2009, o senador usou a cota de passagens aéreas do Senado para pagar viagens feitas por três personagens acusados de atuarem como laranjas dele nas rádios e por um agricultor suspeito de fraudar a venda de gado, em Alagoas.
No início deste ano, Renan virou alvo do inquérito 3589, por crime ambiental. É acusado pelo Ministério Público Federal de pavimentar ilegalmente, com paralelepípedos, uma estrada de 700 metros na estação ecológica Murici, administrada pelo Instituto Chico Mendes, que leva a uma fazenda de sua propriedade.
Tantas suspeitas levaram 1,6 milhão de pessoas a assinarem um abaixo-assinado na internet pedindo a sua saída do cargo. O pedido, engavetado pelos senadores, engrossou o grito de “Fora, Renan”, ecoado nas manifestações que agitaram o Brasil em junho. Com um presidente desses, o Senado vai mal.Muito mal.

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