sexta-feira, 6 de setembro de 2013

O Ministério da Saúde e a inépcia





O titular do Blog volta à série "inépcia", que mostra que o problema do Governo Federal não é falta de recursos.É falta de gestão.O programa Mais Médicos, aposta do governo federal para melhorar os atendimentos no interior e nas periferias, ainda não possui uma semana de implementação, mas já apresenta diversos problemas. Entre os fatos que marcaram o começo dos trabalhos médicos em todo o país estão reclamações em relação à infraestrutura disponível para o exercício pleno da profissão. Apesar das deficiências, o Ministério da Saúde investiu apenas 26,2% do total de R$ 10 bilhões disponíveis para a compra de equipamentos e realização de obras até agosto de 2013. O percentual equivale a R$ 2,6 bilhões, que inclui o valor de R$ 1,9 bilhão pago em restos a pagar, ou seja, compromissos de anos anteriores, mas só pagos no atual exercício. 
A ação de “construção e ampliação de Unidades Básicas de Saúde (UBS)”, por exemplo, possui orçamento de investimentos no montante de R$ 1,3 bilhão. Apesar disso, apenas R$ 644,3 milhões foram aplicados até o momento. Outra ação que ainda está em marcha lenta é a de “estruturação da rede de serviços de atenção básica de saúde”. Do total de R$ 1,2 bilhão, apenas R$ 213,3 milhões, o equivalente a 18% dos recursos foram investidos. Segundo o Ministério da Saúde, tradicionalmente, ocorre liberação maior de recursos no segundo semestre do ano. Porém, o histórico de investimentos do ministério acompanha o mesmo ritmo. 

Confira série histórica dos investimentos do Ministério

Mesmo com a preocupação do governo, diante da implementação do programa Mais Médicos, por exemplo, o Ministério da Saúde ocupa apenas o 5º lugar no ranking de investimentos dos órgãos superiores da União em 2013. A Pasta perde para os ministérios da Defesa, Transportes, Educação e Integração Nacional. As aplicações da Saúde representaram apenas 50% do investido pela Educação, outra deficiência do Brasil e para o qual deve ser lançado programa semelhante, o “Mais Professores”. Ao longo dos últimos 12 anos, em termos de investimentos, a colocação do Ministério da Saúde em relação aos outros órgãos sofreu queda. Em 2001, com aplicações de R$ 2,9 bilhões, em valores constantes, a Pasta ocupava o terceiro lugar no ranking. No ano passado, o órgão terminou o exercício na quinta colocação.

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