O titular do Blog, a exemplo dos demais usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) recebeu uma carta (Carta de nº 80274810470), enviada individualmente pelo Ministério da Saúde a todos que recorreram a hospitais ou unidades de saúde conveniadas ao Sistema, com todos os dados sobre o atendimento, que no caso do titular foi classificado como "diagnóstico ou atendimento de urgência em clínica médica". A intenção do Ministério é “saber se você ou seu familiar foi bem atendido durante o tratamento e internação”.
Pois bem.
No dia 01/01/2013 o titular, Rozembergue Marques Silva de Morais, portador do Cartão Nacional de Saúde nº 898002770078943 foi atendido pelo Hospital Evangélico Dr. e Sra. Godsby King/Unidade Hospital da Vida, após atropelamento e socorro pelo Serviço Atendimento Médico de Urgência (SAMU) e Corpo de Bombeiros.
Chegando na Unidade, com suspeita de fratura na cabeça e escoriações por todo o corpo, foi “acomodado” em uma cadeira da sala de espera e depois passou por um procedimento prosaico: enrolaram um faixa de gaze na cabeça, suspeita de fratura. Mais tarde, foi colocado em uma maca sem lençol, cheia de sangue do paciente (no caso, o titular) e deixado sob a misericórdia de Deus. Dois médicos estavam de plantão. Detalhe: dormindo, fato constatado pela irmã do titular, que bateu na sala de descanso e “acordou” os profissionais. Assim ficou, na maca enferrujada, até a manhã do outro dia, quando a família, após mais de 12 horas de agonia e desesperada, transferiu-o para o Hospital Evangélico. Detalhe: a mesma instituição que administra, por contrato, o Hospital da Vida.
No Hospital Evangélico, particular, o quadro mudou. Todos solícitos e, pasmem, lá estavam, solícitos também, os dois médicos que tiravam um “cochilo” enquanto um paciente com suspeita de fratura na cabeça agonizava no Hospital da Vida. O titular foi internado no dia 01/01/2013 e recebeu alta, a pedido da família (para transferência para o HE) no mesmo dia 01/01/2013. Pelo “atendimento” o HE/Hospital da Vida recebeu do Ministério da Saúde R$ 44,22. No Hospital Evangélico, se foram mais de 5 mil reais em 4 dias de internação. A fratura foi confirmada e, caso não tivesse recebido medicação e tratamento adequado (que não teve no Hospital da Vida e teve no Hospital Evangélico) poderia ter ocasionado o que a medicina chama de “entrada de ar no cérebro”.
A pergunta que não quer calar: e se tivesse entrado ar no cérebro do titular, só não acontecido porque o vil metal pagou o procedimento que deveria ser oferecido pelo SUS? Como estaria agora o próprio e sua família? E mais: como médicos “cochilam” em horário de plantão?????
A carta do SUS solicitando informações sobre a maneira como os pacientes são atendidos é um passo grande. Mas o ideal seria uma auditoria do DENASUS. Médico cochilando em horário de plantão!? Que país é esse????


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