Dois jornalistas, num trabalho extremamente competente e de muita coragem, acabam de lançar pela Editora Kam, o livro “Crônica de Uma Grande Farsa”, onde relatam, com riqueza de detalhes e com base nas provas colhidas no processo judicial, a grande farsa armada pelo governador de Mato Grosso do Sul, André Puccinelli, contra o ex-deputado estadual Semy Ferraz.
André é descrito como o verdadeiro “capo” de uma organização criminosa, tudo baseado em documentos e áudios obtidos nos processos contra a quadrilha comandada por ele, com reprodução de conversas, dando uma amostra do que acontece na política partidária do estado de Mato Grosso do Sul.
A verdade é que o mal que o governador André Puccinelli já causou ao estado de Mato Grosso do Sul e a sua gente é algo indescritível, inacreditável e, para muitos, dificilmente perceptível.
Ele soube modular com perfeição uma falsa figura de administrador competente e, utilizando-se do fisiologismo da nossa classe política, da maledicência do Poder Judiciário e da complacência do Ministério Público, além do imenso marketing e do apoio total de quase toda a imprensa, financiada e mantida pelo dinheiro público, conseguiu ganhar enorme popularidade e admiração de um grande contingente de incautos eleitores.
Hoje, porém, por muitos, André já é visto com outros olhos, em razão do número de escândalos que eclodiram, revelando a verdadeira face do governador.
Mesmo assim, Puccinelli ainda é extremamente poderoso, tem quase a totalidade da mídia no bolso...
O governador, como já dito, descrito como o “capo” de uma grande organização criminosa no livro “Crônica de Uma Grande Farsa”, dos jornalistas José Maschio e Luis Taques, de fato transformou o seu grupo político numa quadrilha extremamente organizada, inserindo entre os seus operadores o próprio filho – André Puccinelli Junior – numa clara demonstração de que não mede esforços, nem tem escrúpulos, para atingir os seus objetivos.
A missão atual da quadrilha é desgastar o prefeito de Campo Grande, o advogado e radialista Alcides Bernal, que ousou desafiar a “máfia”.
Puccinelli vê Bernal como o grande empecilho para continuar mantendo sua sanha implacável de poder. Vislumbra uma grande coalizão, onde Delcídio será o governador, Giroto o vice e Reinaldo Azambuja, senador. Ele, André, deputado federal e novamente prefeito de Campo Grande, em 2016.
Este é o plano do “capo”...
Delcídio já declarou não ter qualquer interesse em coligação com o PMDB, entretanto, especula-se que alguns petistas, crendo numa fatura fácil, já admitem o tal “chapão”.
O fato é que o panorama político de Mato Grosso do Sul é atualmente tremendamente complicado.
Resta saber, conforme o andar da carruagem, qual será a reação do eleitorado.
*O autor, Jose Tolentino, é Jornalista e Editor do Jornal da Cidade Online

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