quarta-feira, 10 de julho de 2013

Dilma, a boca e o mosquito



Em post dias atrás, o titular do blog afirmou que a presidente Dilma está tão perdida que corre o risco de errar até o caminho até a Granja do Torto, sua residência oficial. Hoje, o titular lembra à presidente um ditado tão popular como a sua impopularidade: em boca fechada não entra mosquito. Enquanto a Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) do Senado Federal (ver post abaixo) aprovava projeto de lei que cria regras especiais e medidas preventivas para a investigação de crime de tortura de suspeitos detidos, Dilma abriu a boca. E engoliu mosquito.
Durante sessão de perguntas feitas pela plateia na Universidade Harvard, nos Estados Unidos, Dilma disse que não tinha como "impedir em todas as delegacias do Brasil de haver tortura". 

O "mosquito"

Nota assinada por dez organizações de defesa dos direitos humanos pede uma declaração explícita da presidente de que não tolerará a tortura e empenhará todos os esforços para combatê-la.
"A declaração de Dilma --ela mesma ex-presa política e vítima de tortura-- é inadmissível sob qualquer circunstância, mas vem revestida de ainda maior gravidade porque ocorre num momento especialmente sensível. O país enfrenta hoje um debate acalorado sobre o estabelecimento da Comissão da Verdade, que conta com o apoio da presidente, para esclarecer crimes praticados durante a ditadura militar, incluindo o crime de tortura."
As organizações dizem temer que a declaração da presidente seja interpretada pela sociedade e autoridades públicas brasileiras como um "aval e reconhecimento de impotência, incapacidade e rendição diante de uma das mais graves violações aos direitos humanos atualmente no Brasil". "É muito grave que a autoridade máxima do país se declare incapaz para coibir o crime de tortura nas delegacias. E é ainda mais grave que tenha escolhido um momento de enorme visibilidade para fazer tal declaração", diz a nota.

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