O recém-empossado prefeito
Murilo Zauih pode enfrentar no mês que vêm (fevereiro) a primeira greve de sua gestão.
Professores da Rede Municipal de Ensino de Dourados reunidos em assembléia no
Sindicato Municipal dos Trabalhadores em Educação (SIMTED) desceram o sarrafo
no que consideram “estilo privatista e ditatorial” do prefeito gerir a Educação
e definiram mobilizações e medidas para se fazerem ouvir pela prefeitura, que até
agora tem se recusado a reunir-se com representantes dos filiados.
Foi definido que no dia 29
deste mês haverá uma grande mobilização na cidade, tanto com protestos, quanto
com mídia e panfletagem. A saída será de manhã da sede do Simted. Depois disso,
uma nova Assembléia, antes do dia 15 de fevereiro, definirá por uma paralisação
geral ou por greve por tempo indeterminado. entre as principais críticas dos professores,através
do Sindicato, estão o fim da licença prêmio,o novo projeto de readaptação, que
prevê perdas trabalhistas para quem desenvolve problemas de saúde decorrentes
das atividades no serviço público,os critérios para contratação de professores,
que agora são através de entrevistas,modelo adotado pela iniciativa privada, e
outras que estão no “forno”, como o fim do Programa de Acompanhamento
Escolar(PAE), que beneficia diretamente as crianças de classes menos
favorecidas e que por isso tiveram menos acesso aos bens culturais,
prejudicando-as em seus processos de alfabetização, troca de professores por
técnicos nas Salas de Tecnologia,fugindo à lógica dessas salas, que é a
inclusão digital e outras práticas que, segundo a entidade, “mostram claramente
o viés ditador e privatista que norteia a gestão do prefeito na área de Educação”
e que enseja uma mobilização efetiva da categoria para ser barrado.

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