A juíza da 4ª Vara Federal em Campo Grande, Janete Lima Miguel, suspendeu, nesta quarta-feira (4), o chamado 'Leilão da Resistência', articulado por produtores rurais para arrecadar recursos que seriam utilizados contra ocupações de terras no estado. Comunidades indígenas recorreram contra o evento, que seria realizado no próximo sábado (7).Ela também determinou que não seja organizado qualquer leilão similar. A multa é de R$ 200 mil caso a decisão seja descumprida.
O indígena da etnia guarany-kaiwá Genito Gomes, 31 anos, da aldeia Guaiviry em Aral Moreira, a 402 km de Campo Grande, avalia a decisão como uma vitória para os índios, porque o leilão poderia prejudicá-los. Ele disse que o irmão desapareceu em 2011 durante ação de fazendeiros, mas fala que os produtores já foram indiciados. “Os guarany-kaiwá vão resistir”, afirmou.
Em entrevista no dia 19 de novembro, Francisco Maia, presidente da Acrissul, uma das entidades que organizam o evento, explicou que os recursos arrecadados com o certame seriam utilizados para ações de mobilização dos produtores, de logística, para o pagamento de honorários de advogados, para a divulgação do movimento e até mesmo para segurança.Pura conversa mole.O tal "Leilão da Resistência", como admitiu Maia, seria, ao fim e ao cabo, destinado a arrecadar recursos para formação de milícias para defender as propriedades, o que é dever do Estado.

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