Se a candidatura do ex-prefeito Nelsinho Trad ao Governo do Estado já é considerada até pelos seus correligionários como natimorta, agora que a coisa desandou para o membro do clã dos trad. O deputado estadual Amarildo Cruz (PT), que presidiu a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Saúde em Mato Grosso do Sul, apresentou ontem (2), voto em separado ao relatório apresentado pelo deputado Junior Mocchi (PMDB), na Comissão, pedindo o indiciamento de 10 pessoas, entre elas o ex-prefeito de Campo Grande e o ex-secretário de Saúde da Capital e atual deputado federal Luiz Henrique Mandetta.
Amarildo disse que os trabalhos da CPI resultaram em ‘provas robustas’ do envolvimento dos dois políticos com o desvio de recursos públicos da Saúde em Mato Grosso do Sul.
Como o relatório de Junior Mochi não pediu o indiciamento de nenhum dos investigados, o deputado disse que há provas que mostram irregularidades na licitação do sistema Gisa, e decidiu pelo indiciamento.
Ainda de acordo com o deputado estadual Amarildo Cruz, nesses seis meses de investigações a equipe técnica da CPI da Saúde se debruçou em cima de documentos para analisar denúncias e irregularidades constatadas no decorrer das investigações.
“Foram seis meses de uma investigação séria, determinada a sanar problemas que impedem um atendimento de qualidade a população. Encontramos várias irregularidades na licitação do Gisa, desde falsificação de documentos e endereços não existentes e entendo que o correto era o indiciamento”, destacou.

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