terça-feira, 13 de maio de 2014

Artigo: Elas também entendem!, por Luana Rodrigues


Bonitas, inteligentes, independentes financeiramente, muito bem sucedidas na área profissional e solteiras por opção. Assim é a maioria das mulheres atuais, o que de certa forma assusta um pouco os homens. Seja sobre o futebol, inflação ou guerras no Oriente Médio, as mulheres estão sim entendidas. Não sei se é bem um susto que eles têm quando estão diante de uma moça que sabe o que significa um chute de “trivela” ou um impedimento (quantas vezes me interrogaram sobre o que é um impedimento) ou se é apenas uma novidade em suas vidas. O que percebo é um espanto estupendo no rostinho dos machões quando perdem um debate sobre construção civil para uma “mulherzinha”. 
O mundo evoluiu de acordo com as necessidades da sociedade: as mulheres estão cada vez mais independentes e os homens cada vez nos temendo mais. Seja por insegurança, sentimento de inferioridade, receio, homens que não estejam preparados para mudanças como estas, realmente estão fadados a ficar sozinhos ou frustrados. A estes dou a recomendação: atualizem seus valores e princípios e abram-se para as potencialidades de uma companheira mais autoconfiante, orgulhosa (no bom sentido, é claro) e determinada ao seu lado. Ou isso, ou o sentimento de inferioridade que será seu companheiro de cama, mesa e banho. Simples, não? 
Para a maioria dos meninos a resposta é não! Eles não conseguem compreender que mudamos nosso comportamento e solicitamos mudanças na forma de tratamento para conosco. Não precisamos mais deles para escolher o que devemos comer, vestir, falar e até pensar, como faziam nossas avós, isso há pouco tempo atrás se contado como história. Hoje entendemos de carros, embora ainda cometamos algumas gafes, mas entendemos, assim como uma parcela dos homens sabem fazer compras no supermercado sem precisar de nossa companhia. Grande avanço! 
E antes que os rapazes digam que este texto é totalmente feminista ou que sou cômica, lhes asseguro que não. Vocês são e sempre serão muito importantes, mas não colocamos mais em suas mãos nossa felicidade, que buscamos munidas de autoconfiança e verdade no peito. Estamos mais maduras e decididas, capazes e independentes, e isso nos fez crescer e ampliar os horizontes. Hoje, não suportamos ficar mal acompanhadas até a morte, procuramos alguém a nossa altura. Não que sejamos melhores que qualquer companhia, mas procuramos alguém que nos suporte mesmo, pois se já éramos complicadas antes de toda nossa intitulada independência, agora somos ainda mais difíceis de decifrar. 



*A autora, Luana Rodrigues, é jornalista.

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