A saída da cena política do ex-deputado Eduardo Azeredo (PSDB-MG), que renunciou ao cargo ontem, quarta-feira 19, trará de volta ao Congresso Edmar Moreira (PTB-MG), protagonista de uma crise na Câmara em 2009 e que ficou conhecido como o “deputado do castelo”.
Ontem, minutos após a divulgação de que o tucano pretendia renunciar ao mandato, Moreira se movimentou para garantir o posto.
Ele telefonou para a Secretaria-Geral da Câmara anunciando que estava pronto para assumir porque o primeiro suplente, Ruy Muniz (DEM-MG), atual prefeito de Montes Claros, não pegaria a vaga.
Os técnicos, contudo, avisaram que a substituição teria de respeitar o protocolo.
Hoje a Câmara deve procurar Muniz, que já avisou que não vai largar a prefeitura, onde tem ainda dois anos de gestão. Só após a negativa é que a Casa acionará Moreira.
Segundo os técnicos, o “deputado do castelo” pode ficar no posto até abril, quando um dos quatro deputados titulares que estão ocupando cargos no governo de Minas devem retomar seus mandatos.
Trocando em miúdos: a Câmara se livra de um acusado de ter torrado dinheiro público em campanha eleitoral através da versão mineira do "mensalão" e recebe, de braços abertos, uma figura que já foi investigado pela corregedoria da Casa por ter destinado a empresas de segurança de sua propriedade mais de 200 mil da verba indenizatória a que todo parlamentar tem direito para custear as atividades do mandato em Brasília ou no estado de origem e dono de um castelo das mil e uma noites.Por falar em noites, durma-se com um barulho desses....


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