A violência no trajeto ou dentro da escola afasta estudantes das redes pública e particular de ensino. A informação está entre os dados da segunda edição da Pesquisa Nacional de Saúde Escolar (Pense) realizada pelo IBGE, e Ministérios da Saúde e da Educação. Em consulta a 109 mil alunos de três mil escolas, 8,8% disseram que deixaram de ir à aula ao menos uma vez nos últimos 30 dias por não se sentirem seguros. A pesquisa revela ainda que a região Centro-Oeste registrou a maior proporção de estudantes que participaram de brigas em que havia arma de fogo, 8% e também o maior percentual de alunos envolvidos em brigas com arma branca, com 8.4%.
Com base em dados como este e casos recentes de violência em escolas de Dourados, a Câmara de Vereadores de Dourados, por proposição dos vereadores Délia Razuk (PMDB) e Marcelo Mourão(PSD), realiza nesta segunda-feira (2), a partir das 19h, audiência pública com o tema ‘Redes sociais: vitrine para a violência escolar’. O evento propõe um debate sobre a crescente violência no entorno e interior das escolas de Dourados, a divulgação desses atos nas redes sociais e o reflexo dessa problemática no ensino e aprendizagem dos alunos.
Para Délia, na última década, os registros de violência escolar tornaram-se mais frequentes, além de ganharem notoriedade graças à divulgação na internet. “Há no Brasil uma epidemia de violência e a possibilidade de divulgá-la em vídeos deu visibilidade às agressões, o que mostra a gravidade da questão”, considera a vereadora.
Já o vereador Marcelo Mourão ressaltou a oportunidade do tema que ser debatido na audiência. “A Lei do Marco Civil da Internet acaba de ser sancionada e estabeleceu algumas regras para ouso da internet, mas ainda precisamos avançar muito nessa discussão e nada melhor que a presença de um sociólogo, uma promotora e um jurista para exporem para os estudantes, para os educadores e para a comunidade em geral seus pontos de vista sobre o assunto”, afirmou o parlamentar.
Na audiência, haverá uma palestra com participação do sociólogo Paulo Cabral, da promotora da Infância e Juventude Fabrícia Barbosa Lima e do mestre em direito Paulo César Nunes da Silva. Foram convidadas autoridades da área de educação, segurança pública, profissionais de educação, sindicatos, entidades e toda a comunidade.

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