O prefeito de Bodoquena, Jun Iti Hada (PMDB) vai escudar-se em uma tese um tanto inusitada para livrar-se da condenação a dois anos e dois meses de prisão imposta pelo Tribunal de Justiça por realizar falsas perícias quando atuava como médico legista.Jun foi julgado culpado por dois casos pelo TJ-MS. O primeiro ocorreu em 16 de março de 2008, e a denúncia teria sido arquivada em agosto de 2010. Conforme o processo, o médico teria atestado à morte natural de uma pessoa, embora houvesse perfurações no corpo e roupas da vítima, conforme mostrou o laudo da exumação determinada pelo Ministério Público Estadual (MPE), autor da Ação.
No segundo caso, o exame de corpo de delito, realizado no dia 26 de março do mesmo ano, Jun Iti atestou que um detento havia sofrido lesão corporal. Quando ocorreu a nova perícia, no mesmo dia, foi constatado que não havia tais lesões.
A tese inusitada apresentada pelo prefeito-médico refere-se ao primeiro caso. “Eu vou entrar com recurso e apresentar testemunhas atestando que o corpo exumado não apresentava perfurações no momento da feitura do laudo”, afirmou a figura ao Midiamax.Uma leitura dialética da afirmação do condenado pressupõe que o cadáver por ele analisado recebeu os tiros depois de morto, após a sua análise e que resultou no laudo atestando causa mortis por motivos naturais. Seria um caso único de uma pessoa morrer de “morte morrida” e de “morte matada” ao mesmo tempo.
O prefeito ainda está em suas funções na cidade, pois o seu caso ainda não tem sentença transitada em julgado, cabendo-lhe apresentar recursos em instâncias superiores. Seu advogado, Antônio Cezar Lacerda, já entrou com recurso (Recurso Especial) no Superior Tribunal de Justiça (STJ) contra a condenação, que ainda não foi julgado.Também ao Midiamax o condenado deu uma declaração controversa: “A população está do meu lado”. Como não se trata de um processo eleitoral e sim de um processo criminal soa estranha a afirmação.Aliás, esse é um dos processos mais estranhos julgados pelo TJ/MS.
O condenado atribui o processo a retaliação de um delegado. “Essa é uma retaliação de um delegado. Eu fiz um exame de corpo de delito e constatei que três detentos dele foram agredidos na prisão. E agora acontece isso”, fala o prefeito. Ele contou que foi ameaçado na época dos exames e que o delegado exigiu que ele refizesse o laudo para não “prejudica-lo”.Todas as declarações atribuídas ao condenado reproduzidas nesta postagem, como dito acima, foram feitas ao Midiamax.Durma-se com um barulho desses....

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