quarta-feira, 30 de abril de 2014

Marcelo Mourão é contra abertura do comércio aos domingos e defende feriado do dia 20 de dezembro


O vereador Marcelo Mourão (PSD) utilizou as redes sociais no final de semana, após coordenar, juntamente com o vereador Sérgio Nogueira (PSB), na sexta-feira (25) à noite, o debate em torno da viabilidade de abertura do comércio aos domingos em Dourados par emitir o que definiu como ‘opinião formada’ sobre o assunto. 
“O debate realizado ontem (sexta 25) foi ótimo, pude ouvir e sentir o quanto o assunto é pertinente e importante. Penso que abrir o comércio aos domingos é um equivoco. Sou absolutamente contra. Essa é a minha opinião”, escreveu o vereador no sábado (26) na página que mantém no Facebook. No dia anterior ao debate, o vereador disse ao Douranews que ainda não tinha formado uma opinião, principalmente porque estava ouvindo segmentos dos dois lados e estes tinham opiniões divergentes. “Tem gente que abre o comércio, ainda mais na periferia, mas é do tipo empresa familiar, onde o homem toca o negócio com a mulher e filhos, agora no centro isso é mais para as lojas de rede, o resto não aguenta”, observava Mourão. A livre abertura do comércio aos domingos e feriados, tema de debate realizado na Câmara, é uma proposição das entidades que representam os empregadores, como a Aced (Associação Comercial), o Sindicom (Sindicato do Comércio Atacadista) e a CDL (Câmara dos Lojstas). Os representantes desses segmentos tiveram a oportunidade de debater com os líderes dos trabalhadores no comércio sobre questões relacionadas ao assunto. 
Após o debate, o vereador Marcelo Mourão também emitiu a opinião sobre a abertura do comércio no dia 20 de dezembro, data em que se comemora o aniversário da cidade. “O dia 20 de dezembro, aniversario da cidade, também deve ser respeitado”, opinou. A Lei Orgânica do Município, inclusive, fixa essa data como feriado municipal.

                                                                                                                 (Redação Douranews)

quinta-feira, 24 de abril de 2014

STF: morosidade pode beneficiar Collor em julgamento


O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) julgará nesta quinta-feira, dia 24 de abril, a última ação penal contra o senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL) referente à época em que ele era presidente da República, entre 1990 e 1992. Segundo a denúncia do Ministério Público, Collor teria recebido propina de empresários do setor de publicidade em troca de benefícios em contratos. 
Conforme a denúncia, o dinheiro era usado para pagar contas pessoais do ex-presidente. Uma das acusações, de falsidade ideológica, já prescreveu, ou seja, o crime não pode mais ser punido em razão do tempo decorrido dos fatos. As acusações de peculato e corrupção passiva também podem prescrever dependendo do tempo de punição a ser fixado, na hipótese de haver condenação. A denúncia foi recebida pela Justiça comum, e o caso chegou ao Supremo em 2007, quando Collor assumiu o mandato de senador. O processo estava sob a relatoria do ministro Menezes Direito, que morreu em 2009. Em 2009, a relatora passou a ser a ministra Cármen Lúcia. O processo ficou quatro anos no gabinete de Cármen Lúcia e, em novembro de 2013, ela mandou para Dias Toffoli, que é revisor da ação penal. Toffoli liberou o processo para julgamento ainda em novembro do ano passado e o presidente do Supremo, Joaquim Barbosa, marcou o julgamento para esta quinta.

Possibilidade de prescrição 

Em novembro do ano passado, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, enviou documento ao Supremo no qual afirma que, se as penas estabelecidas para peculato e corrupção forem as mínimas possíveis, Collor não poderá ser punido. "Para os crimes de peculato e de corrupção passiva, o prazo prescricional pela pena mínima já foi superado, de modo que, no entender do Ministério Público, é preciso conferir prioridade ao caso em tela", afirmou Janot. Segundo a procuradoria, "é certo que a ligação do ex-chefe de Estado com os delitos aqui narrados não se limita à autorização para contactar o empresariado em busca de dinheiro e à ciência do que era conseguido, uma vez que o saldo das contas ideologicamente falsas custeava as despesas de Collor e de pessoas próximas, inclusive o pagamento da pensão alimentícia a seu filho, por exemplo". 
De acordo com a acusação, o esquema "movimentou vultosas quantias beneficiando diretamente o denunciado". "Depoimentos confirmam o pagamento de propina em troca de contratos com o governo federal e a abertura de contas fantasmas para movimentação dos recursos arrecadados."

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Dia do livro: escritor defende leitura como reflexão sobre sí e o mundo


Nesta quarta-feira (23), é comemorado o Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor, também chamado de Dia Mundial do Livro. Segundo o presidente do Grupo Literário Arandu, Carlos Magno Mieres Amarilha, a data é comemorada todos os anos no dia 23 de abril, depois de ter sido estabelecida pela Unesco para promover o prazer da leitura, a publicação de livros e a proteção dos direitos autorais. 
De acordo com Carlos Magno, a literatura tem um papel fundamental no cotidiano das pessoas, assim como a música, a pintura e a dança. A Literatura, segundo Amarilha, é considerada uma arte e através dela “temos contato com um conjunto de experiências vividas pelo homem sem que seja preciso vivê-las”. “O texto literário nos permite identificar as marcas do momento em que foi escrito. E as obras literárias nos ajudam a compreender sobre nós mesmos e sobre as mudanças do comportamento do homem ao longo dos séculos; e, a partir dos exemplos, ajudam-nos a refletir sobre nós mesmos”, define Carlos Magno para destacar a Literatura como instrumento de comunicação. 
Para o presidente do Grupo Literário Arandu, a Literatura Infantil tem um papel fundamental na iniciação para se adquirir o gosto em leituras por parte das crianças. “É por meio de livros que se aprende a ler, só se aprende a ler lendo, e lendo bons livros”, defende o escritor, para quem o “vício em leitura” se cria com leituras prazerosas, deliciosas e principalmente, significativas. “Se muito do que aprendemos é esquecido com o tempo, é porque não praticamos. Com a leitura rotineira, tais conhecimentos se manteriam e se ampliariam de forma a não serem esquecidos. Dúvidas que temos ao escrever poderiam ser sanadas pelo hábito de ler; e talvez nem as teríamos, pois a leitura torna nosso vocabulário mais amplo e diversificado”, observa Magno Amarilha.

(Redação Douranews)

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Dinamarquês escreve porque desistiu de cobrir a Copa no Brasil


Um texto, postado no Facebook, assinado por Mikkel Keldorf Jensen, jornalista independente na Dinamarca, já foi visualizado por mais de 6.800 pessoas e compartilhado por mais de 16.000 usuários da rede social, além de receber mais de 800 comentários. Veja porque.
“Quase dois anos e meio atrás eu estava sonhando em cobrir a Copa do Mundo no Brasil. O melhor esporte do mundo em um país maravilhoso. Eu fiz um plano e fui estudar no Brasil, aprendi Português e estava preparado para voltar. Voltei em setembro de 2013. O sonho seria cumprido. Mas hoje, dois meses antes da festa da Copa eu decidi que não vou continuar aqui. O sonho se transformou em um pesadelo. Durante cinco meses fiquei documentando as consequências da Copa. Existem várias: remoções, forças armadas e PMs nas comunidades, corrupção, projetos sociais fechando. Eu descobri que todos os projetos e mudanças são por causa de pessoas como eu – um gringo e também uma parte da imprensa internacional. Eu sou um cara usado para impressionar. 
Em Março, eu estive em Fortaleza para conhecer a cidade mais violenta a receber um jogo de Copa do Mundo até hoje. Falei com algumas pessoas que me colocaram em contato com crianças da rua e fiquei sabendo que algumas estão desaparecidas. Muitas vezes, são mortas quando estão dormindo a noite em área com muitos turistas. Por que? Para deixar a cidade limpa para os gringo e a imprensa internacional? Por causa de mim? Em Fortaleza eu encontrei com Allison, 13 anos, que vive nas ruas da cidade. Um cara com uma vida muito difícil. Ele não tinha nada – só um pacote de amendoins. Quando nos encontramos ele me ofereceu tudo o que tinha, ou seja, os amendoins. Esse cara, que não tem nada, ofereceu a única coisa de valor que tinha para um gringo que carregava equipamentos de filmagem no valor de R$10.000 e uma Master Card no bolso. Incredível. Mas a vida dele está em perigo por causa de pessoas como eu. Ele corre o risco de se tornar a próxima vítima da limpeza que acontece na cidade de Fortaleza. 
Eu não posso cobrir esse evento depois de saber que o preço da Copa não só é o mais alto da historia em reais e centavos – também é um preço que eu estou convencido incluindo vidas das crianças. Hoje, vou voltar para Dinamarca e não voltarei para o Brasil. Minha presença só está contribuindo para um desagradável show do Brasil. Um show, que eu dois anos e meio atrás estava sonhando em participar, mas hoje eu vou fazer tudo o que estiver ao meu alcance para criticar e focar no preço real da Copa do Mundo do Brasil. Alguns quer dois ingressos para França – Equador no dia 25 de Junho?”

Ministério Público aciona HE por discriminação contra servidores do HV


Uma ação civil pública proposta pelo MPT (Ministério Público do Trabalho) contra a Associação Beneficente Douradense, mantenedora do HE (Hospital Evangélico), que, por sua vez, é o responsável pela gestão do HVida (Hospital da Vida), cobra o pagamento dos salários dos empregados desta unidade, que estariam atrasados, enquanto o pessoal que trabalha no Evangélico recebe dentro do prazo. A medida, classificada como discriminatória por parte da direção da Associação Beneficente, resultou em liminar favorável ao MPT por parte da Justiça do Trabalho, conforme decisão publicada segunda-feira (14) pelo juiz do trabalho Marco Antonio Miranda Mendes. 
Em abril do ano passado o MPT de Dourados recebeu a primeira denúncia do Sindicato dos Trabalhadores na área de Enfermagem do Estado de Mato Grosso do Sul de atraso no pagamento dos empregados do Hospital Evangélico. Desde então, a Associação Beneficente Douradense tem atrasado o pagamento dos salários e utilizado critérios discriminatórios na realização dos pagamentos. Em março deste ano, conforme apurado, os pagamentos dos salários dos empregados do Hospital da Vida permaneciam em atraso enquanto os trabalhadores do Evangélico os recebia em dia. O Ministério Público do Trabalho verificou que o atraso no pagamento dos salários dos empregados do Hospital da Vida ocorre porque essa unidade atende apenas a pacientes do SUS, enquanto o Hospital Evangélico atende também a particulares e outros convênios. Os constantes atrasos nos repasses de recursos públicos do SUS estariam prejudicando os empregados do Hospital da Vida, enquanto os colegas do outro hospital estariam recebendo seus salários em dia. 
Essa situação, para o MPT, configura prática de discriminação. Conforme aponta o procurador do trabalho Jeferson Pereira, autor da ação contra o hospital, "o não pagamento ou mesmo o pagamento com atraso dos salários já está causando danos irreparáveis aos trabalhadores, que muitas vezes são obrigados a requerer ajuda a familiares, bancos ou até mesmo agiotas para saldar seus compromissos em face da mora contumaz do réu, passando por situações humilhantes e degradantes". A liminar determina que a Associação Beneficente Douradense efetue o pagamento dos salários de todos os seus empregados, incluídos os que atuam na Unidade do Hospital da Vida, rigorosamente até o quinto dia útil do mês subsequente ao vencido, sob pena de bloqueio dos valores devidos.

Projeto de Marcelo Mourão e Délia identifica escolas em uniformes


Os vereadores Marcelo Mourão (PSD) e Délia Razuk (PMDB) apresentaram um Projeto de Lei Complementar (PLC) que torna obrigatório o registro do nome da escola nas camisetas dos uniformes dos alunos matriculados na Rede Municipal de Ensino (REME). “O uniforme é a ‘identidade’ do aluno. Com a identificação da escola onde ele estuda constando na camiseta do seu uniforme poderão ser evitados vários problemas, como a entrada de pessoas estranhas ao ambiente escolar nas unidades de ensino, e também facilitará a identificação do mesmo em caso de algum acidente no trajeto casa/escola”, avalia o parlamentar do PSD. 
“Não são poucos os relatos de pais, alunos e professores de casos em que pessoas mal intencionadas falsificam o uniforme padrão, que não possui a identificação da escola, para praticar delitos nas imediações das unidades escolares. Com essa prática confundem os organismos policiais e também se aproximam dos estudantes para, por exemplo, aliciar para o uso de drogas e outras ilicitudes”, prosseguiu Marcelo Mourão, que acredita ver na sua iniciativa legislativa “uma medida simples mas eficaz para tranquilizar tanto a comunidade escolar quanto os pais dos alunos”. 
De acordo com o Artigo 2º do PLC apresentado pelos vereadores, a denominação da escola onde o aluno é matriculado deverá figurar na camiseta do uniforme com letras e locais de fácil visibilidade. Já o Artigo 3º estabelece que o Município deverá promover as medidas necessárias para a aplicabilidade da lei até o início do próximo ano letivo (2015). “Como os uniformes já são distribuídos anualmente pela Prefeitura, a única medida adicional é incluir o nome da escola na camiseta, o que gerará um custo irrisório se considerados os benefícios que a identificação proporcionará”, assinalou Marcelo Mourão, lembrando que essa medida é reivindicada tanto pelos que atuam nas unidades escolares (professores, coordenadores, vigias) como pelos alunos e pais de alunos. 
“Contamos com a sensibilidade dos demais vereadores para a aprovação deste projeto, que como afirmamos acima visa sobretudo proteger nossas crianças”, finalizou o parlamentar do PSD.

segunda-feira, 14 de abril de 2014

PAC 2: Nove entre cada dez obras de saneamento não foram concluídas


Dos 7.234 empreendimentos previstos na segunda fase do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2), apenas 886 foram concluídos, pouco mais de 12% das obras previstas. O total de iniciativas que ainda estão “no papel”, ou seja, em fase de contratação, ação preparatória ou licitação, também surpreende: 2.541, quase o triplo das obras já entregues. A meta do PAC Saneamento, que faz parte do eixo Cidade Melhor do programa, é beneficiar 3.498 municípios em todos os estados do país, o que abrange 63% dos municípios existentes, segundo dados do IBGE. 
Minas Gerais, Bahia e Rio Grande do Sul estão entre os estados com maior número de ações que recebem investimentos, com 804, 645 e 596 empreendimentos, respectivamente. Distrito Federal, Roraima e Amapá, unidades da federação que englobam apenas 2% da população brasileira, figuram no fim da lista, com apenas 98 ações. Na Bahia, o principal projeto, considerado pelo 9º Balanço do PAC 2 como emblemático (termo que faz referência aos principais empreendimentos do ponto de vista da materialidade, relevância ou impacto) é o de despoluição da Baía de Todos os Santos. O programa prevê a ampliação e melhoria dos sistemas de esgotamento sanitário em 12 municípios da Baía, incluindo obras em rede coletoras e estações de tratamento. Já foram concluídas as obras em São Félix, Itaparica e Madre de Deus. As 11 restantes (três em Salvador) encontram-se em obras. 
De acordo com o balanço do Programa, contribuem para o atraso das obras problemas de desapropriação de áreas e morosidade na adequação dos projetos e na aprovação das reprogramações. Em Minas Gerais são consideradas emblemáticas as obras de tratamento de esgoto na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). Investimentos que, segundo o Balanço, vão assegurar a despoluição da Bacia do Rio Paraopeba, afluente do Rio São Francisco. Dos 27 empreendimentos previstos, 20 já foram concluídos, com destaque para as intervenções nos municípios de Ibirité, Lagoa Santa e Matozinhos. Estão em obras ações em Ribeirão das Neves, Nova Lima, Belo Horizonte, Esmeraldas e Contagens. As obras de implantação de interceptores em Betim são as únicas que se encontram em fase de licitação. Entre os nove empreendimentos classificados como emblemáticos no Rio Grande do Sul, oito se referem a obras de despoluição dos vales dos rios dos Sinos, Guaíba e Gravataí, que beneficia sete municípios. Apenas uma iniciativa consta no relatório do PAC 2 como concluída. Sete ações estão classificadas como “em obras”.

Outras ações 

O Ministério do Planejamento considera preocupante o estágio das obras de saneamento integrado em Vitória (ES). A iniciativa – que prevê além do esgotamento sanitário, obras para o abastecimento de água, energia elétrica sistema viário, drenagem e contenção de encostas e produção e melhoria de unidades habitacionais -, está classificada como “em obras”. Com investimento previsto de R$ 56 milhões, a ação pretende beneficiar 2.300 famílias nos bairros Forte São João, Cruzamento, Romão e Alto Jucutuquara. Segundo o relatório, há necessidade de reprogramação de metas a partir da 3ª etapa pela prefeitura, por meio da compra assistida de 106 unidades habitacionais. Os investimentos de ampliação do sistema de esgotamento sanitário em Guarulhos (SP) também têm o status de preocupante no 9º Balanço do PAC 2. Dos cinco empreendimentos previstos para a iniciativa, quatro encontram-se em obras, adiando a data de conclusão para agosto de 2015. A Fundação Nacional de Saúde, responsável por 5.640 dos 7.234 empreendimentos do PAC Saneamento, se limitou a dizer que 1.030 iniciativas encontravam-se concluídas até o fim de 2013. No entanto, segundo o 9º Balanço do PAC 2, com dados referentes a 31/12/2013, apenas 631 empreendimentos sob gestão da Fundação foram concluídos.

Descaso 

O Brasil está na 112ª posição entre os países que melhoraram o saneamento básico desde o ano 2000. O levantamento realizado pelo Instituto Trata Brasil, em parceria com o Conselho Empresarial para o Desenvolvimento Sustentável, aponta que o país está atrás de nações da América Latina – como Argentina, Chile e Uruguai-, de países árabes como Síria e Arábia Saudita, e até de países africanos, como o Egito. De acordo com pesquisa do Contas Abertas, de 2001 a 2013, R$ 11,2 bilhões deixaram de ser aplicados pelo governo federal na função Saneamento. O valor diz respeito a diferença entre o valor autorizado no Orçamento de cada ano e o que foi efetivamente pago nos referidos exercícios, em números já atualizados pela inflação. Segundo a publicação Benefícios Econômicos da Expansão do Saneamento Brasileiro, divulgada pelo Instituto Trata Brasil em março, a situação do saneamento tem reflexos imediatos nos indicadores de saúde. A taxa de mortalidade infantil no Brasil foi de 12,9 mortes por 1.000 nascidos vivos em 2011. Esse valor é bem mais elevado que o da média mundial ou que as taxas de Cuba (4,3%), Chile (7,8%) ou Costa Rica (8,6). Para Édison Carlos, presidente do Instituto Trata Brasil, o Brasil, com aspirações de se destacar nas grandes discussões internacionais, não pode se manter atrasado no que há de mais básico – o saneamento. “Apesar de sediar a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016, ainda não conseguimos garantir água tratada, coleta e tratamento de esgotos a todos os cidadãos”, afirma. 

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Artigo: Venha para o Gabinete!!!


Quantas vezes você foi à Câmara Municipal de Vereadores? Quantas vezes você visitou aquele em que confiou o voto ou qualquer um dos 19 parlamentares de Dourados? Faço estas indagações porque há poucos dias cruzei com um Promotor de Justiça nas escadarias da Câmara Municipal. Fiz questão de convidá-lo a conhecer o Gabinete Nº 02, que ocupo desde que tomei posse como vereador. Mostrei-lhe a inexistência de divisórias e em poucas palavras falei do nosso modelo “aberto” de atender as pessoas. Fiz questão de ponderar a estrutura limitada para que desempenhemos um trabalho à altura de uma cidade com mais de 200 mil habitantes e que possui demandas crescentes e gigantes, das quais a Câmara Municipal é “porta de entrada”. 
Fiz essas preliminares porque acredito ser necessária e urgente a desmistificação de uma tese que encontra lugar no senso comum e que no meu entender se deve em muito aos maus exemplos que proliferam na política e incutem no imaginário da população a falsa premissa de que, ao fim e ao cabo nós, os políticos, são “farinha do mesmo saco”. Não. Nem todo político pertence ou é "farinha" de um pacote malcheiroso. Convido o leitor e a leitora a uma reflexão: como posso condenar um político se não o conheço? Como posso julgar a atitude de um pai ou de uma mãe, apenas por não vê-lo buscar seu filho na porta do colégio? Faço essa analogia simplista para trazer à tona uma maneira fácil e cômoda que muitos indivíduos praticam, com o simples foco de atacar, julgar e condenar todo e qualquer agente político, sem nunca tê-lo conhecido ou sem nunca tê-lo visitado. 
Sim, o político tem que cumprir com sua obrigação primaria e isso é obvio. Mas e a obrigação de ser cidadão, fica aonde nessa historia? Vivemos um momento onde o próprio agente político esta com medo de falar o que pensa. Tem pavor das redes sociais, pois infelizmente é muito mais cômodo compartilhar uma informação, seja ela qual for, do que checar sua veracidade. Sua consistência. Não será mais producente visitar o vereador e buscar dele a informação para depois sim fazer juízo de valor daquilo que lhe foi apresentado? Todas as vezes que tenho a oportunidade de falar com pessoas diferentes, com ideias e posições diferentes vejo o quanto o mandato pode avançar positivamente. Quantas pessoas inteligentes podem ajudar na construção de um mandato diligente e não o fazem por medo de serem julgados como não boa gente também. 
É fantástico desbravar a política. Fazer política séria, enfrentar muitas vezes a ignorância do justiceiro que desconhece até mesmo a missão, o dever e a obrigação do Poder Legislativo Municipal. E é fantástico também ser parceiro de boas ideias, boas sugestões, boas visitas... Sejam elas feitas por promotores, "doutores" ou gente comum, da lida diária do nosso cotidiano douradense. Venha conhecer o gabinete do seu vereador. Venha ser um agente participativo das demandas do parlamento de Dourados, pois só assim saberá o que de fato acontece no mandato daquele que vota todos os projetos que diretamente impactam a vida de cada um de nós...
Assim como fiquei feliz com a visita do Promotor, citada no início deste artigo, ficaria muito feliz que a população participasse mais das atividades da nossa Câmara Municipal. Que as galerias não ficassem lotadas apenas nas sessões em que são votados projetos de interesses corporativos. Que a população frequentasse os gabinetes, olhasse olho no olho de cada colega e apresentasse as reivindicações do seu bairro. Que atentasse para o fato de que o trabalho do vereador não se resume à sessão realizada na terça-feira à noite e abrange também a atuação nas Comissões Permanentes, o estudo aprofundado dos Projetos colocados para discussão para que o voto seja seguro e convicto, o atendimento nos gabinetes, as audiências com as autoridades para encaminhar o atendimento das solicitações e tantas outras atividades sem contar as visitas realizadas no seio da comunidade, seja em uma residência situada na cidade, na aldeia ou em algum de nossos 8 distritos. Infelizmente é humanamente impossível visitar cada uma das mais de cem mil residências de Dourados. Mas é perfeitamente possível realizar uma visita ao gabinete de pelo menos um vereador, independente de quem seja ele. 

Pense nisso!!!

*O autor, Marcelo Mourão, é vereador em Dourados pelo PSD

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Senador "enrolado" desiste de vaga no TCU


O senador Gim Argello (PTB-DF) retirou ontem, quarta-feira (9), sua candidatura ao cargo de ministro do Tribunal de Contas da União (TCU). A decisão foi anunciada após manifestações contrárias à indicação do petebista por parte de servidores e até da presidência do tribunal. No Senado, a oposição indicou Fernando Bittencourt, consultor de orçamento da Casa para disputar a vaga. O senador é alvo de seis inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF) e foi condenado em primeira e segunda instâncias pela Justiça do Distrito Federal. Por isso, ele foi acusado de não ter idoneidade moral e reputação ilibada, requisitos previstos na Constituição Federal para ocupantes do cargo de ministro do TCU. Em nota, o atual presidente do TCU, Augusto Nardes, pediu que fossem observados os requisitos previstos na Constituição para a escolha de ministros da corte. Citou que cabia a ele avaliar se o candidato a ministro tem “notórios conhecimentos jurídicos, contábeis, econômicos e financeiros ou de administração pública”, além de idoneidade moral e reputação ilibada. 
Com apoio do Palácio do Planalto, Gim foi indicado por meio de um projeto de decreto legislativo apresentado por Alfredo Nascimento (PR-AM), Eduardo Amorim (PSC-SE), Eduardo Braga (PMDB-AM), Eunício Oliveira (PMDB-CE), Francisco Dornelles (PP-RJ), Humberto Costa (PT-PE), João Vicente Claudino (PTB-PI), José Pimentel (PT-CE), Sérgio Petecão (PSD-AC) e Vicentinho Alves (SDD-TO). Para associações de servidores do TCU, Gim, além de não preencher os requisitos, estava fazendo chantagem para conseguir o cargo vitalício. Isso porque, no plano local, ele deixou de apoiar o governador do Distrito Federal, o petista Agnelo Queiroz, pré-candidato à reeleição, para compor chapa de oposição, encabeçada pelo ex-governador José Roberto Arruda (PR) e pela deputada Liliane Roriz (PRTB), que devem disputar o governo distrital como candidatos a governador e vice, respectivamente.

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Artigo: Vereador pode propor sobre matéria financeira? Pode!!!!


Escrevo desta vez a respeito de um tema sobre o qual já publiquei, mas que ainda me intriga, e merece nova abordagem, desta vez em tom menos acadêmico, que permite atingir um público mais amplo, razão pela qual este espaço se mostra ideal. Trata-se da iniciativa de leis em matéria financeira, assunto que, curiosamente, ainda se mostra desconhecido não somente pelo público, mas também pelos maiores interessados nele, que são os parlamentares de todo o país. 
O processo legislativo, conjunto de atos por meio do qual são formadas as leis e demais normas que compõem nosso ordenamento jurídico, é basicamente composto de três fases. A iniciativa, por meio do qual o processo é deflagrado, a constitutiva, na qual se dá a tramitação e aprovação, e a fase de integração e eficácia, que compreende a promulgação e publicação. Embora seja um processo, em tese, próprio do Poder Legislativo, ele conta com a participação dos demais poderes, especialmente do Poder Executivo, que tem competência para a iniciativa em vários temas, cabendo-lhe ainda a sanção, na fase final de aprovação, além de muitas outras intervenções. No âmbito das finanças públicas, a distribuição das atribuições em matéria de processo legislativo mostra-se mais sensível, dado o grande poder envolvido no controle sobre os recursos públicos. 
Torna-se necessário construir um cuidadoso sistema que permita a participação dos poderes nesse processo de forma a evitar que uma desigual distribuição venha a permitir que um se sobreponha ao outro. Sendo o Poder Executivo o principal responsável pela condução da administração pública, a ele cabem importantes atribuições no processo legislativo orçamentário, destacando-se a iniciativa privativa (ou reservada) e vinculada dos projetos de leis orçamentárias anuais, de diretrizes orçamentárias e planos plurianuais (artigo 165 da Constituição). Trata-se de competência que lhe confere um grande poder, sendo, no entanto, coerente e necessária, até porque o Poder Executivo detém o comando da maior parte da administração pública, compreendendo os órgãos responsáveis pela arrecadação de recursos e de coordenação do processo de elaboração e execução orçamentárias. 
Mas há um aspecto extremamente curioso e que chama a atenção. Trata-se de fato sobejamente conhecido, sendo verdadeiramente “público e notório”, que são de iniciativa legislativa os projetos de lei em matéria financeira em geral, tais como os que envolvam gasto público, leis tributárias e outras questões orçamentárias. Iniciativa privativa esta que, em sendo aplicada — como de fato tem sido — aniquila quase toda a possibilidade de o Poder Legislativo iniciar o processo legislativo, pois passam a ser raros os casos de projetos de lei que tenham relevância e não envolvam as questões mencionadas. Como bem definiu recentemente o presidente da Câmara de Vereadores de São Paulo, vereador José Américo (PT), fica o Poder Legislativo “de mãos atadas”. O vereador queixa-se da impossibilidade de legislar sobre política tributária e de elaborar projetos que gerem despesas, sugerindo que se reflita sobre isso (“A ideia de que os Legislativos não podem elaborar projetos que gerem custos extras precisa ser revista”, diz ele), expressando o pensamento de quase todos os parlamentares do País, de todas as esferas de governo, e pede apoio em favor de emenda constitucional que restaure as prerrogativas do Poder Legislativo. 
A norma, no entanto, não precisa ser revista. E não precisa pelo simples fato de que tal vedação simplesmente não existe. Mas a “ideia” precisa. Curioso por saber a origem desta “vedação”, descobri-a consultando a Constituição anterior, na qual constava, em seu artigo 57, inciso I, que “é da competência exclusiva do presidente da República a iniciativa das leis que disponham sobre matéria financeira” (Constituição brasileira de 1967, com redação da Emenda Constitucional 1, de 1969; a Constituição de 1967, texto original, tinha a mesma redação, alterando-se o artigo, que era de número 60, I). Ocorre que tal dispositivo desapareceu na Constituição de 1988, não havendo, por conseguinte, porque prevalecer esta iniciativa privativa das leis que disponham sobre matéria financeira. Trata-se de norma que deixou de constar de nossos textos legais, mas que parece se recusar a sair do ordenamento jurídico, pois continua sendo cumprida, como se pode notar. 
Construção jurisprudencial, poder-se-ia cogitar. Também não. Submetida a questão à nossa Suprema Corte, pouco após a promulgação Constituição de 1988, o ministro Celso de Mello bem observou que “a Constituição Federal de 1988 não reproduziu em seu texto a norma contida no artigo 57, inciso I, da Carta Política de 1969, que atribuía ao Chefe do Poder Executivo da União a iniciativa de leis referentes a matéria financeira, o que impede, agora, vigente um novo ordenamento constitucional, a útil invocação da jurisprudência que se formou, anteriormente, no Supremo Tribunal Federal, no sentido de que tal constituía princípio de observância necessária, e de compulsória aplicação, pelas unidades federadas” (ADI-MC 352, relator ministro Celso de Mello, julgado em 28 de agosto de 1990). E completa e ratifica, pouco depois, em outro julgado, ao asseverar que a regra da iniciativa reservada é exceção, sendo aplicável somente se prevista expressamente no texto, não se presumindo nem comportando interpretação ampliativa (ADI 724-6/RS, relator ministro Celso de Mello, julgado em 7 de maio de 1992). 
A suposta restrição à iniciativa legislativa em matéria financeira não está nem na lei, nem na jurisprudência. E também na doutrina não encontra respaldo, pois, além do texto que escrevi, outros autores já haviam anteriormente sustentado esta mesma tese. E não há que se falar em eventual disposição legal expressa nesse sentido, nos demais entes da federação, estabelecendo a vedação para a iniciativa do Poder Legislativo nesta matéria, pois “as regras básicas do processo legislativo federal são de absorção compulsória pelos Estados-membros em tudo aquilo que diga respeito – como ocorre às que enumeram casos de iniciativa legislativa reservada — ao princípio fundamental da independência e harmonia dos poderes, como delineado na Constituição da República” (ADI 276-7/AL, relator ministro Sepúlveda Pertence, julgado em 13 de janeiro de 1997. 
Ouve-se dizer que, na administração pública, vigora o não escrito e não jurídico princípio do “sempre foi assim”, e talvez seja essa a explicação mais plausível para esse fenômeno, em que essa “norma” permanece plenamente eficaz, apesar de não mais existir! Para um país em que muitos se queixam das “leis que não pegam”, fica o registro, ainda que eventual, desta “lei” que “pegou” até demais, pois continua sendo cumprida mesmo depois de excluída do texto da Constituição... 
Não pode ser outra a conclusão: nossos parlamentares têm iniciativa para propor leis que disponham sobre matéria orçamentária (salvo, evidentemente, as leis orçamentárias – PPA, LDO e LOA), tributária, e mesmo as que envolvam aumento de despesa pública. E finalizo, com licença do presidente Barack Obama para adaptar seu slogan de campanha, mandando meu recado aos parlamentares de todo o país: yes, you can! 

*O autor, José Maurício Conti, é juiz de Direito em São Paulo, professor associado da Faculdade de Direito da USP, doutor e livre-docente em Direito Financeiro pela USP.

quarta-feira, 2 de abril de 2014

No Dia do Autismo, associação chama a atenção ao diagnóstico precoce


Em comemoração ao Dia Mundial de Conscientização do Autismo, celebrado hoje, a Associação dos Pais e Amigos dos Autistas da Grande Dourados (AAGD) chama a atenção para a importância do diagnóstico precoce do distúrbio, responsável por afetar as habilidades sociais e de comunicação do indivíduo. Para comemorar a data, familiares de autistas preparam uma ‘blitz azul’, no sábado pela manhã, na praça Antônio João. 
A presidente da Associação, Ana Cláudia Brito, reforça a importância da família no processo de reconhecimento de alguns sintomas que podem evidenciar o transtorno, que aparece a partir de um ano de idade. “Com um ano e meio é possível diagnosticar o autismo e iniciar o tratamento”, explica Ana Cláudia. Dificuldade na fala e isolamento são os principais sintomas a serem reconhecidos ainda quando bebê. Mãe de um garoto autista com 10 anos, Ana Cláudia diz que ainda é pouco difundido informações sobre o autismo. “Não é vergonhoso ser mãe de autista, temos que encarar a realidade e fazer o possível para oferecer aos nossos filhos uma vida normal e saudável”, pontua, acrescentando que, embora não haja cura, a busca por tratamento auxilia no desenvolvimento físico e social do autista. Atualmente 30 famílias participam de encontros da Associação, mas estima-se que em Dourados tenha aproximadamente 200 autistas. A maioria talvez não foi diagnosticada ou passou por tratamento adequado. 
Ana Cláudia explica que nos últimos anos vários foram os avanços conquistados para o autista, como por exemplo, na educação. Os autistas estão inseridos no ensino regular e na escola (pública) possuem um professor que os acompanham Mas é realmente na saúde que existe um entrave, principalmente para famílias com poucas condições financeiras. Em Dourados há profissionais capacitados a diagnosticar e oferecer tratamento, no entanto, o Sistema Único de Saúde (SUS) ainda não está preparado para oferecer serviço especializado, somente particular. Para vencer essa barreira, a Associação luta pela construção de um centro de tratamento, com área pedagógica, piscina, quadra de esportes e atendimento médico multiprofissional. 
A entidade já ganhou o terreno, no Parque dos Coqueiros, e agora promove uma rifa para custear a escritura no valor de R$ 12 mil. A rifa, no valor de R$ 15, irá sortear um kit churrasco para uma confraternização de 30 pessoas. O sorteio é dia 26 de abril. Interessados podem entrar em contato pelos telefones (67) 3425-4608, 8468-1906 e 3426-8147. A entidade ainda busca apoio parlamentar para conseguir recursos para a construção do Centro de Tratamento.

                                                                                              (Com Douradosagora)

terça-feira, 1 de abril de 2014

Enrolado: Nelsinho é investigado por crime


O MPE (Ministério Público do Estado do Mato Grosso do Sul) decidiu converter em Inquérito Civil uma investigação sobre o ex-prefeito de Campo Grande e pré-candidato ao governo do Estado Nelson Trad Filho (PMDB). A informação foi divulgada no Diário Oficial do MP desta segunda-feira (31), dia em que Nelsinho deixou a assessoria do governador André Puccinelli para se dedicar aos preparativos da campanha. 
A Promotoria apura um suposto ato de improbidade administrativa na concessão de uma área pública de mil metros quadrados a quatro invasores, quando Trad Filho foi prefeito de Campo Grande. A assessoria de imprensa do préd-candidato afirmou que a denúncia é infundada, política e eleitoreira e disse também que o ex-prefeito já teria mandado documentos ao MP 'provando que isso não é verdade', conforme repercute o portal UOL. Além de Nelson Trad Filho, o ex-diretor-presidente da Emha (Agência Municipal de Habitação), Paulo Cesar de Matos Oliveira, também é investigado pela doação da área pública. O pré-candidato deixou a Secretaria estadual de Assuntos Extraordinários de Articulação, de Desenvolvimento Regional e dos Municípios do Governo, nesta segunda-feira (31), visando tornar-se apto a concorrer às eleições para substituir o governador André Puccinelli em Mato Grosso do Sul.

                                                                                                        (Douranews)

Seguindo trilha do pai, filho de Almir vai atuar em novela


Seguindo as trilhas do pai, o "nosso" Almir Sater, o violonista Gabriel Sater irá estrear na nova novela das seis 'Meu Pedacinho de Chão'. Esse será seu primeiro trabalho como ator. Ele vai interpretar Viramundo, um violeiro cheio de charme, que zanzava pelo mundo até parar na Vila de Santa Fé, depois de conhecer Milita, vivida pela atriz e modelo Cíntia Dicker. 
Viramundo vai aparecer soltando a voz em vários capítulos, especialmente para ganhar o coração da moça. “O Benedito já coloca as músicas em alguns capítulos. Eu fiz novos arranjos para esses clássicos, como, por exemplo, “Casinha branca”, que eu toco nos meus shows”, explica Gabriel, sobre a canção composta por Elpídio dos Santos. O músico é tão íntimo desse universo que, curiosamente, já tinha até gravado um DVD em homenagem ao compositor. 
Inspirado no personagem, Gabriel até compôs uma música nova: “Eu estava conversando com o Luiz, sobre o amor do meu personagem pela Milita. Há muito tempo eu queria fazer uma música para ruiva. Todo lugar que você olha tem ruivas lindas. Ela se chama “Cabelos de Fogo”. É uma parceria com o Luiz Carlos Sá feita especialmente para a novela e está no meu disco, por sinal.” Gabriel já está gravando a todo o vapor. “Tenho certeza que quando acabar a novela vou sentir uma saudade imensa. É um elenco tão unido, que teve uma preparação tão intensa, tão especial. Todo mundo que já tem uma experiência grande fala “olha, isso aqui é único”.
O músico pretende conciliar os shows com a carreira de ator, no futuro. “Sem dúvida. Me pegou de jeito, tomei uma lambada de serpente, como diria Djavan, que tô até agora meio tonto. Nunca imaginei que eu ia me apegar tanto. Quando eu entro na cidade cenográfica, eu me permito não ser mais eu. E isso é muito gostoso, nunca tinha vivenciado isso. É um pouco viciante”, confessa.

                                                                                                            (Blog, com douradosnews)

Trabalho de Silas Zanata transforma Indápolis em um ‘canteiro de obras’



O trabalho do vereador Silas Zanata (PV) tem resultado em diversas melhorias para o distrito de Indapólis. Através de ações do mandato do vereador, o distrito se transformou nas últimas semanas em verdadeiro ‘canteiro de obras’, com execução de diversos serviços e benfeitorias por parte da Prefeitura de Dourados. Entre os serviços solicitados por Silas Zanata e que estão sendo realizados pela administração municipal em Indápolis está a troca de lâmpadas e luminárias, limpeza da praça, cascalhamneto das ruas não pavimentadas, a retomada das obras de reforma e ampliação do posto de saúde, além da continuidade dos serviços de patrolamento, implantação de caixas de retenção e troca de ponte no Travessão do Guanandi. Satisfeito com a execução dos serviços, o vereador agradeceu a atenção do prefeito Murilo Zauith com a zona rural e com os distritos de Dourados. 
Conforme Silas, a Prefeitura de Dourados não vem medido esforços e dentro das possibilidades tem atendido às principais reivindicações dos moradores do distritos e da zona rural do município. “Estamos trabalhando para representar da melhor forma possível a população dos distritos e da zona rural. Todas às reivindicações estão sendo encaminhadas e, através da parceria com a Prefeitura de Dourados, estamos podendo atender boa parte das melhorias solicitadas pelos moradores, como essas em Indápolis”, destacou Silas Zanata. 

LOMBADAS 

Outra importante conquista do mandato do vereador do PV para o distrito de Indápolis é a implantação de lombadas eletrônicas, decidida após visita técnica do diretor de Trânsito do Detran (Departamento Estadual de Trânsito), João Neves Chamorro, do presidente da Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito) Walter Hora e de Cleverson Correa - representante da empresa Perkons, terceirizada contratada pelo Detran para instalação dos equipamentos.A primeira de três lombadas solicitadas por Silas Zanata será implantada na avenida São Vicente de Paula, próxima à “Lanchonete do Zino”. 
“A instalação de lombadas eletrônicas é uma reivindicação antiga dos moradores do distrito e se faz necessária porque o trecho citado é uma rodovia que atravessa a localidade e por onde trafegam, além de veículos dos moradores, caminhões, ônibus e carretas”, diz Silas, observando ainda que o perigo é constante e “a implantação de lombadas eletrônicas, além de ordenar o trânsito no local dará mais segurança a todos, evitando acidentes”. Aproveitando a presença do diretor da Agetran no distrito, Silas Zanata indicou locais que necessitam de implantação de sinalização horizontal e vertical e de placas indicativas. 

Alguns relatos de vitimas da ditadura em MS


O historiador e militante Eronildo Barbosa
Há exatos cinquenta anos atrás, o Brasil viveu um dos momentos mais marcantes da história política da nação. O Golpe Militar de 64 tirou o então presidente, João Goulart, do poder e marcou o início de um período de medo e repressão. O clima de conspiração já tomava conta da noite do dia 31 de março de 1964 em todo o Brasil. Na manhã do dia seguinte, primeiro de abril, já estava deflagrado o golpe militar contra o governo do então presidente João Goulart. Era o início de duas décadas de repressão e violência. 
Assim como em todo o país, em mato grosso do sul lideranças políticas, estudantis e mesmo pessoas que não tinham envolvimento com os setores organizados da sociedade civil foram perseguidas e presas. Militante do movimento estudantil, o ex-senador Valter Pereira foi um dos detidos. “Quando chegava na confluência da rua Dom Aquino com a rua 13 de Maio em frente do inexistente Bando da Lavoura de Minas Gerais, ali eu fui interceptado, os agentes estavam em uma perua Rural Wilis que era muito utilizada nessa época e já me deram voz e prisão ”, diz o ex-senador. Foram seis dias presos no chamado Cadeião, que funcionava onde hoje está o fórum de campo grande, na rua da paz e outros seis no quartel militar, na avenida Afonso Pena. Ele conta que os detidos sofriam intensa tortura psicológica. “As notícias que chegavam eram as mais estapafúrdias, por exemplo, davam conta de que nós seríamos encaminhados para o navio Raul Soares que estava atracado a costa do Nordeste e de lá seríamos encaminhados para alto mar, onde seríamos despejados, outra notícia que chegava com frequência é que nós seríamos levados para base naval de Ladário de onde seríamos conduzidos também em navio para o Rio Paraguai ode teríamos o mesmo destino”, relata Valter. 
Mesmo com o Golpe Militar já consumado existia uma resistência por parte dos apoiadores do João Goulart. Em Campo Grande trabalhadores, sindicalistas e opositores ao regime militar se reuniam em uma casa onde funcionava o Sindicato da Construção, na esperança de que houvesse uma reação ao Golpe. O imóvel, hoje desocupado, era, segundo o historiador Eronildo da Silva Barbosa (amigo pessoal do titular do Blog), espaço de intensa discussão política. “No dia 2 de abril de 1964 estavam reunidos dezenas de sindicalista de vários sindicatos, e pessoa que tinham vinculadas alguma atividade política e que estavam procurando informações da CGT ou mesmo informações interligadas ao governo do João Goulart de que papel ele ia cumprir, que tipo de reação ia acontecer , se iam enfrentar os golpistas , se não iam e o exército e a polícia cercou o sindicato, prendeu quem estava aqui principalmente os dirigentes que tinham um papel mais políticos”, diz o historiador. Alarico e Santa Rosa, ligados ao partido trabalhista brasileiro, também foram presos logo nos primeiros dias. Alarico, amigo de João Goulart e Brizola estava no Rio de Janeiro e sabia que seria detido ao chegar em Campo Grande. “Eu fui lá e me apresentei ao coronel comandante, ele deu um show deprimente, uma covardia sem limite, ele tinha o poder na mão, era o coronel comandante, e eu estava ali desarmado, completamente isolado no gabinete dele e ele passeou na sala em altas vozes: A revolução começou errada tinha que ter corrido sangue, porque aí eu já sabia o que fazer com você”, relata o aposentado, Alarico Reis D'ávila.
“O que acontecia era o seguinte eu nunca fui comunista e não tenho nada contra os comunistas, mas eles viravam os comunista ou subversivo, era taxado não escapava”, diz o aposentado Luiz Gonzaga de Santa Rosa. Eles ficaram presos em uma guarnição do batalhão de polícia, na rua Bahia. Não chegaram a sofrer tortura física, mas eram obrigados a assistir à violência dos militares. “A tortura era psicológica e chamar como preso para assistir um vereador de Rio Verde chamado Antides de Souza Guedes ser torturado para mim foi igual a ser torturado, assisti aquela tortura sem poder fazer nada covarde choque elétrico”, diz Alarico. Santa rosa ficou 28 dias preso. Ele conta que o colega Alberto Neder, médico, foi vítima de uma prisão extremamente violenta. “Ele entrou em Campo Grande na carroceria de um caminhãozinho amarrado, uma humilhação dos diabos”, diz Santa Rosa. Jornais da época, sob a sombra da repressão, não noticiavam os atos militares. 
Uma lacuna na história que vem sendo preenchida. Os fatos ocorridos durante a ditadura militar no Estado são levantados pelo Comitê Memória, Verdade e Justiça de Mato Grosso do Sul. “Tem sido procurado o comitê e sendo feitos vários registros, como por exemplo a questão do jornal o democrata que foi um jornal empastelado, os jornalistas e dirigentes presos e empresários que tinham investimentos promissores na região foram perseguidos e todo seu capital encampado pela ditadura, tem casos registrados de dois cidadãos que sofreram torturas nas dependências do exército situados na avenida Duque de Caxias, que estão registrados”, diz o presidente comitê memória, verdade e justiça, Lairson Palermo. Os registros vão contribuir para os trabalhos do Comitê Nacional da Verdade.