segunda-feira, 19 de maio de 2014

Marcelo Mourão cobra fiscalização da “Lei da capina química”


O vereador Marcelo Mourão (PSD) vai acionar a Prefeitura para que seja feita uma fiscalização mais rígida acerca do cumprimento da Lei Complementar 059/2002, que proíbe o uso de agrotóxicos na chamada “capina química”, sobretudo no perímetro urbano, em Dourados.
“A capina química traz o benefício de manter o local limpo por mais tempo, mas se forem utilizados agrotóxicos pode ser extremamente nociva, pois traz a possibilidade de contaminação através do escoamento desses produtos para o sistema de captação de água e dos lençóis freáticos e expõe a risco de intoxicação direta os que manuseiam as máquinas de aplicação e indireta as pessoas que residem ou circulam próximas aos locais onde o método é utilizado”, ponderou o parlamentar do PSD. 
“Estudos indicam que a capina manual ou mecânica, método inclusive adotado na nossa cidade pela Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (SEMSUR), é a melhor alternativa, pois o impacto ambiental que causa é praticamente zero” enfatizou Marcelo Mourão, que defende o uso da capina química apenas em casos específicos, quando for inviável do método tradicional. “A capina tem sido realizada rotineiramente por meio mecânico e além de não expor a população a riscos desnecessários, é ecologicamente correta e gera um grande número de empregos”, observou o vereador. 
A decisão de Marcelo Mourão de acionar a Prefeitura foi motivada por queixas enviadas ao seu gabinete, dando conta de contaminação por produtos usados em capina química. Uma dessas queixas foi feita por um morador da Vila Industrial. “Li em uma notícia que o Senhor está preocupado com a poluição do rio Dourados e gostei muito disso. Já que você se preocupa com essas questões de poluição que afetam diretamente a saúde pública resolvi enviar esse e-mail. Gostaria de informar que aqui na Vila Industrial está sendo feito o uso da capina química por várias pessoas para matar grama da calçada. Todos aqui em casa estão mal do estomago nos últimos dias”, relatou o morador.

Procurador: metade do Congresso tem pendências criminais


Em 2004, o site de controle social Congresso em Foco foi pioneiro no levantamento das acusações criminais contra parlamentares no Supremo Tribunal Federal (STF). De lá para cá, este site se especializou no acompanhamento das pendências judiciais de deputados e senadores. O último levantamento, divulgado em setembro do ano passado, mostrava que 224 congressistas respondiam a 542 acusações na mais alta corte do país. Mas, segundo o procurador-geral da República, Rodrigo Janot Monteiro de Barros, este número hoje é ainda maior. “É um pouco menos de 300”, disse em trecho da entrevista exclusiva à Revista Congresso em Foco. 
Na conta do procurador-geral, entram casos novos, mas também aqueles cuja existência é mantida sob sigilo pelo STF. Ou seja, praticamente metade dos 594 parlamentares federais é alvo de inquérito ou ação penal no Supremo. Na entrevista, uma das raras exclusivas que concedeu desde que assumiu o cargo de chefe do Ministério Público brasileiro, Janot conta que adotou uma estratégia para tentar acelerar o julgamento das acusações criminais contra deputados e senadores: recomendar o encerramento dos processos pouco consistentes para que o Supremo se concentre nos casos de fato relevantes. “Tem problemas sérios, mas tem muita porcaria”, avalia. 
Para ele, é preciso desafogar o Judiciário para que os casos possam ser julgados com celeridade. A quantidade de políticos processados, porém, pode levar à impunidade. Janot faz o seguinte raciocínio: se 200 parlamentares tivessem pendências judiciais, o STF demoraria pelo menos 400 sessões plenárias para analisar o recebimento da denúncia e julgar a acusação. Em outras palavras, mais de meia década para a conclusão de todos os casos. “Sem contar toda a tramitação do processo, produção de provas etc etc”, afirma o procurador. “O Supremo faz sessão quinta-feira para tratar de processos penais. É só fazer a conta e ver quanto tempo vai demorar isso”, avalia Janot. Ou seja, desconsiderando-se os políticos com mais de um processo, os recessos do STF e a possibilidade de mais de um caso ser analisados numa mesma sessão, seriam necessários mais de sete anos para os ministros julgarem tudo. “A falta de resultado do processo penal gera frustração, que deixa na população o sentimento de impunidade.”  
Na conversa, o procurador afirmou que a quantidade exata não poderia ser divulgada no momento. “A gente já tem uns números iniciais aí e eu não quero divulgar para não fazer uma declaração falsa”, disse. Depois da entrevista, o Congresso em Foco pediu à assessoria da Procuradoria-Geral da República o nome dos deputados e senadores “sendo observados através de inquérito ou de processo penal”, nas palavras do procurador. Semanas depois, a assessoria informou que não possuía o levantamento com os nomes dos políticos com pendências judiciais. 


sábado, 17 de maio de 2014

Um artigo para o prefeito "boca suja" e medieval


Segundo os estoicos, ser sábio é tomar a razão como guia. Ser louco é deixar-se levar ao sabor das paixões. À luz dessa lição, pode-se afirmar que somos um pouco loucos, pois, não raro, abdicamos da razão para agir movidos pela paixão. Assim refletindo, tenho afirmado que o homem não deveria, sob qualquer pretexto, se orgulhar de vencer uma disputa – sobretudo no campo das ideias – que não fosse pela razão e pela inteligência, pela força dos seus argumentos:sem violência – verbal ou física –, sem agressão, sem baixaria, sem ataques covardes. 
Todos os que enfrentam argumentos de um eventual oponente na base do grito e da violência, assim o fazem por faltarem-lhes força argumentativa, daí a opção pela estridência, pelo barulho e pela descortesia. A força física e os impropérios não devem preponderar num debate de ideias entre pessoas civilizadas. Ou o opositor tem força argumentativa ou se cala e dá a contenda por perdida. Não é levantando a voz ou dando murro na mesa que se vence um debate, que fazemos prevalecer as nossas ideias. Muitas vezes, é preferível sair “derrotado” que “vencer” um debate na base da lei do mais forte, do grito e do achincalhe, que, na verdade, escondem atos de covardia, pobreza de argumentos, baixaria, enfim, de quem pode se valer de argumentos racionais para se contrapor aos que elegeu como oponente. 
É inaceitável, de mais a mais, que o homem, como ser racional, não se dê conta quando, numa disputa, deixou de agir com a razão para agir movido pela paixão; paixão que cega, que oblitera a mente, que leva à irracionalidade; irracionalidade que leva aos desatinos e a caminhos muitas vezes íngremes e sinuosos, difíceis de ser enfrentados. Quando, na defesa de uma tese, o debatedor levanta a voz, dá murro na mesa, parte para agressão pessoal, para a descompostura, na tentativa de sobrepujar os argumentos do oponente, o faz como agem os animais selvagens, ou seja, com o uso da força e da violência, justificáveis no mundo animal, mas desnecessárias nas relações entre pessoas civilizadas. 
Fico sempre com a sensação de que quem mais grita é quem menos argumentos tem para o debate, é quem menos tem razão; por isso eleva a voz, gesticula, esbugalha os olhos, aponta o dedo, fica ruborizado, tem a sensação de desmaio, olha para os lados em busca de um aceno, de uma manifestação que seja, na vã tentativa de se convencer a si próprio que está certo. Uma “vitória” nesses moldes, antes de orgulhar, deve, ao contrário, envergonhar o contendor. 
Os leões, os ursos, os javalis, os tubarões, dentre outros, combatem com a força física, o que é muito natural; o homem, inobstante, dotado de inteligência e discernimento, não deve usar da violência, nas suas mais diversas formas, para sobrepujar aquele que enfrenta eventualmente como oponente, se a pugna se dá apenas no campo das ideias. Buscando força ilustrativa na obra ficcional de Thomas Morus (A utopia), anoto que os utopianos lamentavam e chegavam mesmo a envergonhar-se com a informação de que, numa disputa, um dos contendores possa ter alcançado a vitória de forma sangrenta, considerando mesmo uma loucura alcançá-la por esse preço. Os mesmos utopianos se ufanavam quando a vitória era alcançada pela inteligência e pela astúcia, pela força dos argumentos. Quando, numa discussão, me virem deixar o “campo de luta”, não pensem que me deixei abater, que saí derrotado; eu, simplesmente, me recuso a discutir qualquer questão que não seja civilizadamente.

* O autor, José Luiz Oliveira de Almeida, é Desembargador do Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão.

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Magoado, prefeito condenado me chama para duelo e xinga a minha mãe.Aí não!!!!!!!


Peço desculpas ao leitor pelo teor chulo do que lerá abaixo, mas não poderia deixar de registrar.O titular do Blog entende que mesmo no desgoverno das emoções um detentor de mandato deve manter a compostura. Se não concordar com uma crítica, a que estão sujeitos todos aqueles que desempenham funções públicas, precisa manter o que o ex-presidente e hoje senador José Sarney chama de "liturgia do cargo" e estabelecer a contra-dita obedecendo os princípio mínimos de civilidade. 
Magoadinho com postagens em que foi citado, com dados oficiais sobre suas presepadas, que incluem condenações pelo Tribunal de Contas do Estado e pelo Tribunal de Justiça (a dois anos e dois meses de prisão, por emissão de falso laudo sobre causa mortis)e, claro, com a opinião pessoal sobre esses fatos e outros,o prefeito de Bodoquena,Jun Iti Hada, após leitura dos textos, enviou email, que transcrevo e recomendo que o leitor leia de nariz tapado, em que "convoca" o jornalista às vias de fato, com um palavreado que não caberia na boca de um prefeito ou de qualquer ser humano com um mínimo de cultura.Leia, mas, repito, tape o nariz: 
"jun (ji.hada@uol.com.br) Adicionar aos contatos 15/05/2014 Porque vc não vai tomar no seu cu heim, seu filho da puta. Quer briga, aparece seu viado. Vem me encarar de frente, pálhaço." 
Como não poderia me calar diante de uma aberração dessas ( atentar contra a honra de uma senhora de mais de 70 anos, de reputação inquestionável e uma das primeiras professoras de Dourados, chamando-a indiretamente de prostituta, é um acinte que se vivêssemos no tempo da barbárie seria objeto de ações não-ortodoxas. A expressão homofóbica é tipificada pela legislação, embora decididamente não caiba ao jornalista, que tem bem clara sua opção sexual e respeita a diversidade) respondi a essa figura abjeta e compartilho com o leitor a minha réplica: 
"Rozembergue Marques Silva de Morais 08:26 Para: ji.hada@uol.com.br rozembergue@hotmail.com 
Vou dar publicidade a esse email.O que escrevi a seu respeito foi público e baseado em dados oficiais, como no caso do TCE e do Tribunal de Justiça.Aliás, gaste seu fosfato para se livrar da cana no processo em que já foi condenado em 1° instância.Não caia no desgoverno das emoções.Escrever palhaço com acento é desespero.você é um bobão, acostumado a tripudiar gente humilde.Comigo o buraco é mais embaixo.Ao invés de um duelo medieval como o proposto, que tal um debate???? e não existe "encarar de frente".Como se "encara" de costas??? Com quem tem um linguajar desses sequer aperto a mão, quanto mais voltar à barbárie e dar uns bons tapas na cara". 

Moral da história: um sujeito desses é, como já afirmei, um ditador.E ditadores não admitem o livre trânsito das idéias.

Empresa oferece palestra para incentivar colaboradores à doação de sangue


As palestras são ministradas pela assistente social do Hemocentro, Rosa Fernandes.
Em Dourados, a falta de sangue no Hemocentro é um problema frequente. Nesse período do ano, em que começa o inverno, a situação fica ainda mais crítica, não há estoque de nenhum dos tipos sanguíneos e por muitas vezes o Hemocentro convoca doadores para repor o banco de sangue. Com o objetivo de conscientizar os colaboradores da importância da doação de sangue, a Comid Máquinas, Concessionária de Máquinas Agrícolas, em parceria com uma equipe do Hemocentro, realiza palestras junto ao quadro funcional da empresa. 
O projeto também tem como finalidade sensibilizar as pessoas para que se tornem doadores fidelizados do Hemocentro. “Sabemos da alta demanda de sangue no Hemocentro, e pensamos em ajudar a partir da conscientização de nossos colaboradores de que além de um ato solidário, eles estão salvando vidas”, considera Rafael Simczak Treuherz, diretor da Comid . Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), um país deve ter um contingente de doadores em média de 2 a 5% da população. No Brasil varia entre 1,76% a 1,78% por ano. Em Mato Grosso do Sul estima-se que esses números representem apenas 0,5% da população. 

Quero ser doador 

Para se tornar um doador, o interessado precisa pesar mais de 55 quilos; ter entre 16 e 69 anos; estar bem alimentado, evitando ingerir alimentos gordurosos durante o período de pelo menos quatro horas antes da doação; não apresentar nenhum tipo de doença, inclusive gripe e resfriado; e não ter feito uso de bebida alcoólica nas últimas 12 horas. Menores de 18 anos devem se apresentar acompanhado pelo responsável. Vale esclarecer também que, o ato de doar sangue não implica em nenhum risco a saúde, pois o material utilizado é descartável, o que impede qualquer tipo de contaminação. A doação não engrossa o sangue, nem modifica a pressão arterial. A quantidade de sangue retirada é recuperada rapidamente pelo organismo. 
Os interessados em fazer uma doação, podem procurar o Hemocentro que fica na Rua Valdomiro de Souza, 295, na Vila Industrial, próximo ao PAM - Pronto Atendimento Médico.

(Por Luana Rodrigues)

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Água pode ser motivo de conflitos, afirma relatório internacional


Menos água nas regiões secas, ainda mais inundações, fluxos de rios modificados, contaminação... O aquecimento global transformará radicalmente o mapa do acesso à água e acirrará as tensões em torno desse recurso vital, indica o relatório de março deste ano do IPCC (Grupo Intergovernamental de Especialistas sobre as Mudanças Climáticas). 
O aquecimento previsto ao longo do século XXI e a pressão demográfica reduzirão a quantidade de água disponível tanto na superfície como nas camadas inferiores do solo na bacia do Mediterrâneo, na Península Arábica, na Ásia central e na Califórnia (EUA), ressaltam os especialistas do IPCC. No norte de Europa, por outro lado, teme-se que haja maiores inundações em consequência de chuvas ainda mais intensas. Seja por escassez ou por excesso de água, antecipar-se a estas mudanças é necessário, em um mundo com 800 milhões de pessoas sem acesso a fontes seguras de água potável, indicam os estudiosos. Não se trata apenas de uma questão de quantidade. A variedade e a qualidade deste recurso também mudaria em um planeta mais quente, explicou à agência AFP Blanca Jiménez Cisneros, diretora da divisão de Ciências da Água da Unesco. O derretimento acelerado das geleiras, por exemplo, pode provocar um aumento do volume dos rios, trazendo benefícios que durariam pouco tempo, na medida em que o manancial logo ficaria menos volumoso do que era antes do processo. 
Um aumento da temperatura afetaria também a qualidade da água, pois favoreceria a multiplicação de plantas aquáticas, produtoras de toxinas difíceis de eliminar com tratamentos convencionais. E onde as chuvas se intensificarem, os centros de tratamento de água deverão eliminar uma quantidade maior de materiais contaminantes. Outro efeito menos conhecido do aquecimento sobre a água: a salinização de áreas de água doce nos litorais e nas ilhas em razão do aumento do nível do mar. Em algumas regiões isso provocará a necessidade de uma dessalinização particularmente custosa. 
Além das consequências apontadas pelos especialistas, a demanda por água potável pode crescer cerca de 55% até meados do século em virtude do crescimento demográfico e da atividade industrial, indicou um informe da ONU em março. Em 2050, o planeta pode contar com 9,6 bilhões de habitantes, em comparação com os 7,2 bilhões atualmente. O aquecimento será um fator de estímulo para a demanda. Uma central elétrica precisará de mais água para esfriar suas instalações e a população beberá mais e passará mais tempo no banho devido ao aumento da temperatura ambiente, explica Jiménez Cisneros. Essas perspectivas colocam em primeiro plano a necessidade de adaptação. Isso significa, antes de tudo, “questionarmos nosso uso da água, promovendo tecnologias mais econômicas para os banheiros ou para lavar roupas, e pensando formas de reciclagem para determinados usos, como a irrigação”, observam os especialistas. Também será necessário em alguns casos construir diques e adaptar os códigos de construção. 
"A noção de risco não deve ser menosprezada", adverte o climatologista Hervé Le Treut. "Quando os sismólogos dizem que há risco de tremores de terra, as pessoas geralmente aceitam e não constroem casas (no lugar); mas quando são mencionados riscos de seca ou inundações, há uma tendência de levá-los menos a sério, porque a meteorologia e a climatologia costumam estar mais associadas à ideia de previsão do que à ideia de risco", acrescenta. No entanto, o IPCC adverte em seu relatório que o tema da água é muito sensível e que algumas regiões correm risco de registrar uma "disputa" exacerbada entre usuários: agricultores, indústrias, setores energéticos, simples consumidores vão promover uma competição que pode provocar também tensões entre países, como já ocorre por exemplo entre Egito e Etiópia pelas águas do rio Nilo. Falar de futuras "guerras pela água" seria exagerado, considera Richard Connor, especialista em água da Unisfera, um escritório de assessoria a governos e ONGs. Mas em alguns casos, reconhece, pode haver conflitos "em que a água seria a primeira causa, ainda que a princípio oculta".

terça-feira, 13 de maio de 2014

Artigo: Elas também entendem!, por Luana Rodrigues


Bonitas, inteligentes, independentes financeiramente, muito bem sucedidas na área profissional e solteiras por opção. Assim é a maioria das mulheres atuais, o que de certa forma assusta um pouco os homens. Seja sobre o futebol, inflação ou guerras no Oriente Médio, as mulheres estão sim entendidas. Não sei se é bem um susto que eles têm quando estão diante de uma moça que sabe o que significa um chute de “trivela” ou um impedimento (quantas vezes me interrogaram sobre o que é um impedimento) ou se é apenas uma novidade em suas vidas. O que percebo é um espanto estupendo no rostinho dos machões quando perdem um debate sobre construção civil para uma “mulherzinha”. 
O mundo evoluiu de acordo com as necessidades da sociedade: as mulheres estão cada vez mais independentes e os homens cada vez nos temendo mais. Seja por insegurança, sentimento de inferioridade, receio, homens que não estejam preparados para mudanças como estas, realmente estão fadados a ficar sozinhos ou frustrados. A estes dou a recomendação: atualizem seus valores e princípios e abram-se para as potencialidades de uma companheira mais autoconfiante, orgulhosa (no bom sentido, é claro) e determinada ao seu lado. Ou isso, ou o sentimento de inferioridade que será seu companheiro de cama, mesa e banho. Simples, não? 
Para a maioria dos meninos a resposta é não! Eles não conseguem compreender que mudamos nosso comportamento e solicitamos mudanças na forma de tratamento para conosco. Não precisamos mais deles para escolher o que devemos comer, vestir, falar e até pensar, como faziam nossas avós, isso há pouco tempo atrás se contado como história. Hoje entendemos de carros, embora ainda cometamos algumas gafes, mas entendemos, assim como uma parcela dos homens sabem fazer compras no supermercado sem precisar de nossa companhia. Grande avanço! 
E antes que os rapazes digam que este texto é totalmente feminista ou que sou cômica, lhes asseguro que não. Vocês são e sempre serão muito importantes, mas não colocamos mais em suas mãos nossa felicidade, que buscamos munidas de autoconfiança e verdade no peito. Estamos mais maduras e decididas, capazes e independentes, e isso nos fez crescer e ampliar os horizontes. Hoje, não suportamos ficar mal acompanhadas até a morte, procuramos alguém a nossa altura. Não que sejamos melhores que qualquer companhia, mas procuramos alguém que nos suporte mesmo, pois se já éramos complicadas antes de toda nossa intitulada independência, agora somos ainda mais difíceis de decifrar. 



*A autora, Luana Rodrigues, é jornalista.