sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Marcelo Mourão solicita obras emergenciais na Rua Natal


Marcelo Mourão ouve moradora e anota reivindicações
O vereador Marcelo Mourão solicitou à Prefeitura a execução, através das secretarias de Infraestrutura e Desenvolvimento e de Serviços Urbanos, de obras emergenciais e periódicas de patrolamento, compactação e cascalhamento na Rua Natal, no trecho que compreende desde a Rua Ponta Porã até o fim da via. “Sabemos que a Prefeitura tem um projeto para execução de obras de drenagem, que vai resolver definitivamente os transtornos causados pelo fato da Rua ser uma espécie de “desaguadouro” de todas as águas pluviais da região da Cabeceira Alegre”, afirmou o parlamentar. 
“Enquanto o projeto de drenagem não é executado, são necessários serviços periódicos de patrolamento, compactação e cascalhamento, pois esse enorme fluxo de águas da chuva abre “crateras” que impedem o acesso dos veículos às garagens, a poeira causa doenças respiratórias nas crianças no período de seca e muita lama nos dias chuvosos, impedindo inclusive o deslocamento de trabalhadores e alunos”, ponderou Marcelo Mourão, acrescentando que se os serviços por ele solicitados forem executados de forma periódica todos esses problemas serão amenizados. “Essa peculiaridade (ser “desaguadouro” das águas pluviais da região da Cabeceira Alegre) demanda intervenções periódicas, já que em curtos espaços de tempo ressurgirão os problemas hoje enfrentados pelos moradores”, enfatizou o vereador do PSD. 
“No ano passado (2013) exibimos um vídeo em plenário, durante sessão, mostrando a situação da Rua, que já estava intransitável, e a preocupação dos moradores”, recordou Marcelo Mourão, que na semana passada esteve novamente no local, onde anotou as reivindicações e sugeriu a formação de uma comissão de moradores para dialogar diretamente com o Prefeito Murilo Zauith.

Juíza escreve sobre o direito de ir e vir e suas limitações


Na Constituição em vigor, a liberdade de locomoção está garantida pelo inciso XV do art. 5º, que assim dispõe: "É livre a locomoção no Território Nacional em tempo de paz, podendo qualquer pessoa, nos termos da lei, nele entrar, permanecer ou dele sair com seus bens". Ao comentar esse dispositivo constitucional, J. Cretella Júnior destaca que a locomoção apresenta quatro aspectos: um neutro, o direito de permanecer; três positivos, direito de deslocamento, a pé ou por veículos dentro do território nacional, o de sair e o de entrar no território nacional. É o chamado direito de ir e vir. Essa regra constitucional aplica-se tanto aos brasileiros (natos ou naturalizados) como aos estrangeiros, para esses sendo exigido, para circular em território nacional, passaporte, que "é um documento de identificação para efeito internacional"12, a que o brasileiro tem direito de obter, a fim de poder circular por países estrangeiros que o exigirem. Os estrangeiros radicados no país podem circular sem passaporte, desde que munidos de documento especial fornecido pelas autoridades brasileiras. 
Para José Afonso da Silva, "direito à circulação é manifestação característica da liberdade de locomoção: direito de ir, vir, ficar, parar, estacionar. O direito de circulação (ou liberdade de circulação) consiste na faculdade de deslocar-se de um ponto para outro pela a via pública ou afetada ao uso público. Em tal caso, a utilização da via 'não constituirá uma mera possibilidade mas um poder legal exercitável erga omnes'". Como deflui do próprio texto constitucional, o direito à liberdade de ir e vir não é absoluto, tendo em vista que está sujeito às limitações contidas no próprio dispositivo assecuratório, que se reporta à lei regulamentadora. Como ensina Fernando Ribeiro Montefusco: "O exercício da liberdade pode ser pleno e incondicional, mas não é absoluto, pois comporta restrições". 
Essas restrições, mesmo quando não forem explicitadas em determinado dispositivo garantidor da liberdade, são decorrentes do sistema adotado pela Constituição Federal, que, em seu Título II (que trata dos Direitos e Garantias Fundamentais), dá ênfase à lei (inciso II), à licitude dos fins (inciso XVIII), à garantia da apreciação pelo Judiciário de toda a lesão ou ameaça a direito (inciso XXXV), ao devido processo legal (inciso LIV), à garantia do contraditório e da ampla defesa (inciso LV), que deverão ser considerados no exercício dos direitos assegurados pela Carta Política. Não será demais destacar que o próprio direito à vida, que é, sem dúvida, o supremo bem, não é garantido de forma absoluta, porque a proibição à pena de morte está excepcionada na letra a do inciso XLVII do art. 5º da Carta Política, no caso de guerra declarada. 
O direito de ir e vir, como todos os direitos, tem, inicialmente, como limite natural o direito do outro. Não pode alguém, com base no direito de ir e vir e permanecer, por exemplo, obstar à passagem de quem também esteja exercendo sua liberdade de circulação. Além desse limite natural, indispensável à convivência social pacífica, está esse direito limitado pela lei, consoante o que dispõe o dispositivo constitucional que o assegura. Como bem ponderam Sebastião Tavares de Lima e Diógenes Gasparini: "Em verdade, não há 'direito absoluto', ou exercício ilimitado de direito, no contexto social. Com efeito, o grupo, a grei, a sociedade, já ao nascer, gera, ipso facto, o seu próprio interesse, que transcende o 'querer' de cada indivíduo: é o 'interesse coletivo', o 'interesse social', o 'interesse público', que, em última análise, é o interesse comum aos membros da sociedade; e é por ser comum que se superpõe ao interesse individual". 

CONCLUSÃO

O Direito à liberdade de ir e vir, garantido pelo inciso XV do art. 5º da Constituição Federal de 1988, não é absoluto, visto que está limitado pelas normas de convivência social e, nos termos do dispositivo constitucional em referência, poderá ser limitado por lei.

*A autora, Luíza Dias Cassales, é  Juíza aposentada do TRF da 4ª Região (artigo publicado originalmente na Revista Jurídica nº 294, p. 25)

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Projeto que veta consumo de álcool em via pública deve ser votado terça-feira


O vereador Marcelo Mourão (PSD) pediu celeridade no processo de votação sobre um Projeto de Lei Complementar (PLC) de sua autoria, que restringe o consumo de bebidas alcoólicas por aglomerados de pessoas em vias públicas de Dourados. Segundo ele, não há mais motivos para se adiarem as discussões sobre o assunto, principalmente após o caso registrado no domingo, em que cinco pessoas que participavam de uma reunião com dezenas de jovens nas proximidades de um posto de combustíveis e de uma conveniência no centro da cidade, acabaram feridas depois de uma confusão. Três pessoas foram baleadas e duas pisoteadas, por isso, ele quer que o projeto seja votado com urgência (única vez) na sessão que acontece na próxima terça-feira, dia 11 de fevereiro.
A reclamação de moradores quanto à sujeira e à perturbação de sossego foram alguns dos itens levados em consideração, assim como a segurança no trânsito através do cumprimento da Lei Seca. “Infelizmente este tipo de situação vem acontecendo com frequência e acho que é hora de fazermos a votação. O projeto foi apresentado em novembro do ano passado, e acredito que desde então os demais vereadores tiveram tempo suficiente para analisarem o documento e consolidarem suas opiniões. A comunidade não pode mais esperar”, disse Mourão. O PLC acrescenta o Artigo 104-D à Lei Complementar nº 1.067/79, proibindo o consumo de bebidas alcoólicas por pessoa individual ou por aglomerados de pessoas nos postos de abastecimento de combustíveis e serviços, em vias públicas em frente aos postos, prédios, órgãos e instituições públicas, distribuidoras de bebidas e conveniências. 
“O que se tem presenciado, principalmente em diversos pátios de postos de combustíveis e inúmeros pontos de vias públicas, são verdadeiras badernas, com direito a som alto e outros abusos cometidos durante a madrugada, com a aglomeração de jovens que, horas após se embebedarem, conduzem seus carros em grandes avenidas, participando de "rachas" ”, disse.
                                               
                                                                                                           (Douradosagora)

Silas Zanata inicia 2014 anunciando conquistas para os distritos


O Vereador Silas Zanata (PV) inicia o ano legislativo com motivos para comemorar: atendendo solicitação feita por ele, o prefeito Murilo Zauith (PSB) assinou Ordem de Serviço para execução da reforma geral do Centro Social e do Posto de Saúde do Distrito de Vila São Pedro.
“Essas duas obras eram há muito esperadas pela comunidade do Distrito e contemplam dois setores muito importantes. É no Centro Social que a comunidade se reúne para participar de cursos, realizar eventos e outras atividades de convívio social. No caso do Posto de Saúde, a reforma vai garantir mais comodidade e melhorar as condições de atendimento à população por parte da equipe que lá atua”, assinalou o vereador do PV, que aproveitou a oportunidade para agradecer ao prefeito pelo atendimento desta e de outra reivindicação feita por ele: a execução da reforma do Posto de Saúde de Itahum e o término das obras da Capela Mortuária do distrito. No caso da Capela Mortuária, a obra já foi licitada e deve ser iniciada nos próximos dias. 
Outro motivo de comemoração do vereador Silas Zanata foi a conclusão, há poucos dias, das obras de patrolamento nos travessões do Barreirinho, do Potreirito, do Tucano, do Banhara e do Distrito Verde e a inclusão no cronograma de obras a serem realizadas pela prefeitura serviços de patrolamento no travessão do Guanandi e da Picadinha. Para completar as boas noticias para os distritos e a área rural, que Silas representa na Câmara Municipal, a Prefeitura já determinou a substituição por pontes de alvenaria as pontes de madeira do Córrego do Guanandi, do Córrego Engano (Travessão da Odete) e do Córrego Laranja Azeda. “Iniciamos 2014 trabalhando muito e apresentando resultados. Vamos continuar no mesmo ritmo do ano passado: trabalhando para que o campo e a cidade sejam contemplados com benfeitorias e serviços”, afirmou Silas Zanata.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Deputado cara de pau é acionado por quebra de decoro parlamentar


O líder do PSDB na Câmara, Antônio Imbassahy (BA), entrou ontem, terça-feira, com uma representação por quebra de decoro parlamentar contra o vice-presidente da Casa, André Vargas (PT-PR), na Corregedoria Parlamentar da Câmara.Na segunda-feira, durante sessão de abertura dos trabalhos judiciários, o petista repetiu um gesto de condenados do mensalão presos, ao lado do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa. 
A atitude foi considerada uma provocação contra Barbosa, criticado por petista pela sua atuação como relator do julgamento do mensalão. O ex-ministro José Dirceu e o ex-deputado José Genoino foram fotografados com o braço erguido no dia em que foram presos, em 15 de novembro do ano passado. Vargas é abertamente crítico ao julgamento do mensalão e criticou ontem a demora do ministro em definir a situação do deputado João Paulo Cunha (PT-SP). O deputado teve seus recursos rejeitados no início de janeiro, mas Barbosa saiu de férias sem assinar o mandado de prisão. 
Durante a sessão de abertura dos trabalhos judiciários, o deputado também tirou "selfies" (autorretratos) ao lado de Barbosa. O jornal O Estado de S. Paulo publicou uma foto na qual Vargas sugere, em uma mensagem de celular, dar uma cotovelada no presidente da Corte.Negando a claridade do sol, o deputado afirmou, na maior  cara de pau, que os seus colegas de partido mensaleiros foram "injustamente condenados" e que Barbosa é "sádico", conforme relata post publicado ontem pelo blog.....

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Deputado "cara de pau" ofende gestualmente presidente do STF e o chama de "sádico"


O vice-presidente da Câmara, André Vargas (PT-PR), reprisou durante a sessão de abertura do ano legislativo nesta segunda-feira um gesto que tem sido usado por condenados no julgamento do mensalão. Sentado ao lado do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, o petista ergueu em mais de uma oportunidade o punho cerrado para o alto, da mesma forma que fizeram o ex-ministro José Dirceu e o ex-deputado José Genoino quando foram presos, em 15 de novembro do ano passado.
“Muitos se cumprimentam com sinal de positivo ou sinal de vitória. No PT, é muito comum se cumprimentar com o L do Lula e a gente tem se cumprimentado assim (com o punho cerrado). Foi o símbolo de reação de companheiros que foram injustamente condenados. O ministro, presidente do Supremo, está em nossa Casa. Ele é um visitante, tem o nosso respeito, mas nós estamos bastante à vontade para cumprimentar do jeito que a gente achar que deve”, disse Vargas após a sessão, sem citar uma possível intenção de provocar Barbosa, relator do processo do mensalão. 
Vargas não poupa críticas ao ministro. Ele considera o presidente da Corte cruel com o deputado João Paulo Cunha (PT-SP), que teve seus últimos recursos rejeitados em janeiro, mas ainda não foi preso. “Na verdade assim parece que ele está se comportando de forma sádica. Deu negativa dos recursos do João Paulo. Esperava-se que ele decretasse a prisão. E ele não deu. Saiu de férias e ainda de lá das férias criticou os ministros que não o fizeram. Age de forma perversa ao se comportar dessa forma”, disse. Além do gesto e das críticas, o deputado petista também fez autorretratos (conhecidos como “selfies”) com seu celular durante a sessão, nos quais Barbosa aparece ao lado, mexendo no celular. “Ele também estava mexendo no celular. Estávamos os dois mexendo no celular. Estávamos que nem os adolescentes, que ficam conversando por Whatsapp (aplicativo de troca de mensagens). Não era com ele. Eu não tenho o celular do Joaquim Barbosa. A foto é padrão, eu estou mexendo no celular e ele também. Olha aqui”, disse, mostrando o celular para jornalistas.

Nota do Blog: é muita cara de pau.....injustamente condenados?????

Após novo tumulto, Lei anti-bebida pode ser votada em regime de urgência


A confusão registrada na noite deste domingo (02), que deixou três pessoas baleadas próximo a uma conveniência e um posto de combustíveis - localizados na avenida Weimar Gonçalves Torres, região central de Dourados- , fez relembrar o projeto da lei anti-bebida debatida no final de 2013 e que pode ser votada na segunda sessão da câmara deste ano. 
Segundo o vereador Marcelo Mourão (PSD), autor da proposta, o projeto foi retirado na última sessão do ano passado para que os vereadores tivessem mais tempo para analisá-lo. “Vou pedir regime de urgência para que o projeto de lei entre na pauta e seja votado na sessão do próximo dia 11. A votação normal é em dois turnos, mas vou pedir para que seja em um turno, porque é preciso acelerar o processo, não tem como esperar mais!”, disse. A proposta de lei sugere a proibição do consumo de bebidas alcoólicas por pessoa individual ou por aglomerados de pessoas: nos postos de abastecimento de combustíveis e serviços em Dourados; em vias públicas em frente aos postos de abastecimento de combustíveis e serviços em Dourados; em vias públicas em frente a prédios, órgãos e instituições públicos; e em vias públicas em frente às distribuidoras e conveniências de bebidas. 
O projeto de lei de autoria de Marcelo Mourão já passou por um debate, no dia 19 de novembro, que reuniu donos de conveniências, postos de combustíveis, polícia, moradores, instituições religiosas, partidos políticos e universitários. Na ocasião, o proprietário de uma conveniência, Michel Louvera, disse que concorda com a lei, contudo os proprietários não podem ser vistos como vilões, “eu não posso ser responsável pela pessoa que está uma quadra depois do meu estabelecimento, pois nós trabalhamos fechados, não temos mesas, não temos contato com o consumidor, não podemos ser responsáveis pelo que a pessoa faz lá fora”. 
Se aprovado o projeto, o responsável pelo estabelecimento que comercialize bebidas alcoólicas, em caso descumprimento, deverá informar à autoridade competente mediante ligação ao número 190, com protocolo, sob pena: de advertência; multa de 100 Uferms (R$ 1.840 - em jan/2014); suspensão do alvará de funcionamento por 30 dias; cassação do alvará de funcionamento, se reincidente. A Polícia Militar, com apoio de outros órgãos de segurança do município, realiza operações de fiscalização em conveniências e postos de combustíveis e nos finais de semana, inúmeros casos são registrados por perturbação do sossego em locais de aglomeração como postos de combustíveis, distribuidoras e conveniências.

(Blog, com Eduarda Rosa, do Douradosnews)