quinta-feira, 4 de abril de 2013

Falta médico, mas tem plantão:Professores montam plantão para tentar falar com prefeito no CAM

A guerra continua. Professores e administrativos da Educação montaram um sistema de plantão ontem (3) em frente ao prédio do CAM (Centro Administrativo Municipal), onde funciona o gabinete do prefeito de Dourados. De acordo com a assessoria do Simted, essa é mais uma tentativa de serem atendidos pelo prefeito Murilo Zauith.
Desde o mês passado a categoria espera por uma resposta do prefeito, ou dos setores ligados à Educação, com relação à pauta divulgada pelo sindicato. A diretoria, já marcou uma assembleia para sexta-feira (5) às 9 horas, para tratar sobre essas questões. Uma nova paralisação está pré-agendada para o dia 24.
Entre as pendências reclamadas pela entidade, estão a negociação salarial, 1/3 hora atividade, PAE (Programa de Acompanhamento Escolar), o fechamento das Salas de Tecnologia e do Núcleo indígena, concursos para docentes, redução de jornada de trabalho do administrativo e inclusão definitiva deles no PCCR (Plano de Cargos Carreiras e Remunerações), além do reenquadramento e do adicional salarial da categoria.Em reunião com diretores de escolas, o prefeito e a secretária afirmaram que há "plantação" de inverdades sobre suas reais intenções para a área de educação. 

Idoso sofre constrangimento após incidente dentro de coletivo

Um incidente ocorrido por volta das 15h30 de hoje (3), no interior de um ônibus de transporte coletivo da empresa Medianeira, que faz a linha Izidro Pedrozo via rua Mato Grosso, causou grande susto nos passageiros e, pior ainda, um grande constrangimento a um passageiro idoso que se utilizava do ônibus. Uma janela pequena do coletivo simplesmente implodiu no rosto do idoso, quando este, por causa da chuva, tentou fechar a janelinha. O fato ocorreu assim que o ônibus cruzou a rua Cuiabá.
Ao perceber o episódio, o motorista do ônibus, um homem aparentando ser bem jovem, quis saber o que havia acontecido. Quando foi informado pelos passageiros de que uma janelinha havia se espatifado com o movimento feito pelo idoso, e este confirmou o fato, pós minutos parados no meio da pista, o motorista quis logo saber o telefone do idoso, informando-o que teria que pagar pelo prejuízo causado.
O homem, assustado e trêmulo, concordou com tudo, conforme testemunhas que presenciaram o ocorrido e saíram em defesa do homem, considerado por todos como “mais uma vítima” da falta de conservação do veículo.
O condutor do coletivo, alheio a tudo, estacionou o ônibus no canteiro, obrigou o homem idoso a descer e a entrar novamente no veículo, pela porta da frente, acomodando-o no primeiro banco, ao lado do motorista. Com uma prancheta na mão, passou a interrogar o homem, tentando obter o endereço e número de telefone, sob a alegação de que “empresa teria de entrar em contato com ele, para acertar”.
Os fatos causaram revolta nos passageiros, visto que em nenhum momento houve a preocupação em saber se o idoso estava ferido, já que havia estilhaços de vidro por toda a parte dentro e fora do veículo. Normalmente, esse tipo de material costuma ser altamente resistentes e não se quebra com facilidade. Ficou também a dúvida se algum objeto externo não poderia ter sido arremessado contra a janela, quebrando a vidraça do ônibus.

Em audiência com ministra, deputados pedem mais recursos para a Cultura




Deputados da Comissão de Cultura da Câmara defenderam nesta quarta-feira (3) a necessidade de mais recursos para o setor. Em audiência pública com a ministra da Cultura, Marta Suplicy, os parlamentares também pediram a transformação da Cultura em política de Estado.
“Essa representa a principal preocupação da gente, e isso exige um arcabouço legal e institucional”, afirmou a presidente da comissão, deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ).
Já a relatora do Plano Nacional de Cultura, deputada Fátima Bezerra (PT-RN), disse sonhar com a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição 150/03, que vincula recursos orçamentários para a área cultural. Para ela, “não adianta ter bom plano, bom sistema, se não tiver financiamento”.
Marta Suplicy, no entanto, disse que a prioridade atual do ministério é conseguir R$ 300 milhões para o vale-cultura, criado no ano passado pela Lei 12.761/12.
Vale-cultura
A ministra foi à Comissão de Cultura falar dos projetos da pasta. Em sua opinião, um dos mais importantes é exatamente o vale-cultura. Aprovado pelo Congresso no final do ano passado, o vale destina R$ 50 para trabalhadores regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT - Decreto-Lei 5.452/43) e que ganhem até cinco salários mínimos, para consumo cultural.
Para que o trabalhador receba o benefício, o empregador terá de aderir ao programa. A adesão não tem custo, pois entra como despesa operacional. Segundo Marta, 337 mil empresas estão aptas a participar, o que beneficiaria 2,8 milhões pessoas. O volume total de recursos, se todas participarem, será de R$ 11 bilhões. “Hoje, a Lei Rouanet representa R$ 1,6 bilhão”, compara Marta.
Espaços culturais
Um dos grandes problemas do setor, que pode comprometer inclusive o sucesso do vale-cultura, é a falta de espaços culturais no Brasil. A ministra da Cultura citou estudo do pesquisador Márcio Pochmann, segundo o qual, em 2009, 91% das cidades brasileiras não tinham cinema. Quanto a teatros, são ausentes em 78% das cidades, e 73,7% não têm museu. “O Estado vai dar vale-cultura, e pode ser que as pessoas não tenham aonde ir”, ressaltou Marta Suplicy.
Como forma de solucionar o problema, o deputado Paulo Rubem Santiago (PDT-PE), propôs que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) financie a construção desses espaços. Para o deputado, isso poderá ajudar a acabar também com a concentração da oferta de bens culturais nos grandes centros.

Sistema Nacional
Marta falou ainda do Sistema Nacional de Cultura, também aprovado no Congresso no final de 2012. Segundo a ministra, o objetivo era conseguir a adesão de todos os estados e municípios até 2020. Ela antecipou que a meta será alcançada “muito antes”.
De acordo com a ministra, 30% dos municípios, 22 estados e o Distrito Federal já aderiram à primeira fase, que consiste na assinatura de convênio com o ministério. Destes, 18 estados e 51 municípios já aprovaram lei que institui o fundo, o plano e o conselho de cultura.
Centros de Artes e Esportes
A ministra também discorreu sobre os Centros de Artes e Esportes Unificados (Ceus). Segundo ela, a construção de 320 centros já foi contratada e, até julho, 50 serão inaugurados. Com o objetivo de promover formação artística e o descobrimento de talentos, esses espaços são constituídos por um teatro, com capacidade para 100 pessoas e que funciona também como cinema; uma biblioteca, com acervo sobre artes; e um espaço multiuso.
Pontos de cultura
Quanto aos pontos de cultura, a ministra admitiu que há problemas com a prestação de contas. Para ela, “não se pode cobrar prestação de contas para quem faz arte igual à de quem faz ponte”. E, como o Ministério Público não faz diferenciação, o ministério fica impedido de repassar recursos àqueles que não conseguem cumprir as exigências legais.

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Apreensão de entorpecentes serve de sinal de alerta para transformação de Dourados em rota do narcotráfico aéreo, pondera Alan Guedes




O vereador Alan Guedes  manifestou uma preocupação que deve deixar   “de orelha em pé” os organismos de segurança pública. Para  o vereador, a apreensão de mais de seis kilos de pasta base de cocaína e de armas em vôo que aterrissou no aeroporto de Dourados pode sinalizar uma mudança de estratégia dos traficantes,que poderão optar pelos ares que pela rodovia 463, onde estão situados os postos da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e onde são montadas as barreiras da Polícia Federal (PF).Após a abertura de dois vôos diários para Campinas, que saem praticamente lotados, é necessário a presença constante da PF para  evitar que a cidade,além de corredor  viário do narcotráfico, se transforme também em corredor aéreo do narcotráfico, ponderou Alan.

Aguilera e a roda do descaso..



O tema da falta de coleta de lixo na reserva, assim como outros que vem sendo tratados na tribuna pelo vereador Aguilera, não são novidades.Foram objeto de duas CPIs.Uma digitada no Google mostra  a infinidade de matérias que nós, jornalistas, fizemos denunciando a situação de indigência social a que os poderes públicos relegam uma das maiores reservas indígenas do país.Valeu a eleição de Aguilera:agora é um índio falando como membro de um poder constituído, mas  a roda do descaso está rodando há muito tempo.
Sobre o tema do lixo, abordado ontem por Aguilera, ponto para ele.Mas veja post inserido no dia  21/02/13, às 09:56 pelo blog:


“Enquanto prossegue o conflito de competência entre autoridades estaduais, municipais e federais sobre de qual das unidades da federação é a responsabilidade pela Reserva Indígena de Dourados (pela Constituição Federal,a atribuição é da Polícia Federal) os moradores do local continuam sendo tratados como cidadãos de segunda classe, abandonados á sua própria sorte ou objeto de políticas “bonitinhas” elaboradas pelos indiólogos da FUNAI, mas ineficazes.

Veja-se o caso do lixo.Por ser área federal, os caminhões de coleta da prefeitura não podem entrar para fazer o serviço.A FUNAI não tem pessoal nem estrutura para fazer o serviço.Nessa luta do marisco com o mar, quem sai na pior, lógico, são os índios, cujos quintais viram verdadeiros “lixões”, onde crianças brincam inocentemente.O que não fica no quintal é enterrado, queimado e descartado nas poucas matas existentes.

Para se ter uma idéia de como são tratados os índios pelos poderes oficiais, leia parte de entrevista da vice-procuradora-geral da República, Deborah Duprat, que esteve recentemente em Mato Grosso do Sul:

“Essa reserva foi estabelecida no início do século passado com o propósito do confinamento mesmo, onde os índios deviam ser confinados até estarem prontos a integrar esta sociedade de grande formato. Esta era a concepção das reservas, não era uma opção de criar um espaço territorial digno. A reserva de Dourados é a coisa mais indigna que existe.”Nota do blog: a indignidade continua até hoje”.

 

Durante sessão especial, presidente dos autistas sugere equipe multisciplinar e pedem comissão de vereadores para sensibilizar Murilo


 
 
O vice- presidente da Associação dos Pais e Amigos dos Autistas,José Carlos de Souza, solicitou ontem, celebrado como o dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo , a formação de uma comisssão de vereadores para interceder junto à Prefeitura por políticas públicas específicas para essa camada da população, “hoje totalmente desassistida”. Ele ocupou a tribuna livre da Câmara para se manifestar em nome das 23 famílias que possuem autistas em menor ou menor grau.
 “Os portadores dessa enfermidade precisam ser atendidos por especialistas, por pessoas que os entendam”, ponderou  José Carlos, assinalando que entidades como a APAE  e a Pestalozzi ( que a prefeitura alega já atenderem os autistas) não possuem os profissionais capacitados para atender específicamente autista.“Para corrigir essa falta de humanidade que é deixar à propria sorte pessoas que dependem de atendimento especializado, como a prefeitura não possui profissionais especializados em tratamento de autistas, sugerimos  a celebração de um convênio com profissionais  privados (que também são poucos na cidade) especializados, formando uma equipe multidisciplinar, com fonoaudiólogo, psicólogo, psicoterapeuta e todos os profissionais capacitados para entender esse mundo muito especial dessas  pessoas muito especiais.Durante a sessão vereadores e convidados usaram na lapela uma fita azul, símbolo do movimento.

 

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Mundo celebra hoje Dia de Consciência sobre o Autismo



O mundo cebebra hoje o Dia Mundial de Consciencia sobre o Autismo,  criado pela Organização das Nações Unidas em 18 de Dezembro de 2007 para a conscientização acerca do tema.Segundo especialistas, acredita-se que a doença atinja cerca de 70 milhões de pessoas em todo o mundo, afetando a maneira como esses indivíduos se comunicam e interagem. Para lembrar o Dia, os vereadores usarão, durante  a sessão, camisas no tom azul, símbolo do autismo.

Brasil

No Brasil, foi realizado o primeio estudo de epidemiologia de autismo da América Latina, publicado em fevereiro de 2011—com dados de 2010 --, liderado pelo psiquiatra da infância Marcos Tomanik Mercadante (1960-2011), num projeto-piloto com amostragem na cidade paulista de Atibaia, que aferiu a prevalência de um caso de autismo para cada 368 crianças de 7 a 12 anos.

Mitos

Um dos mitos comuns sobre o autismo é de que pessoas autistas vivem em seu mundo próprio, interagindo com o ambiente que criam; isto não é verdade. Se, por exemplo, uma criança autista fica isolada em seu canto observando as outras crianças brincarem, não é porque ela necessariamente está desinteressada nessas brincadeiras ou porque vive em seu mundo. Pode ser que essa criança simplesmente tenha dificuldade de iniciar, manter e terminar adequadamente uma conversa, muitos cientistas atribuem esta dificuldade à Cegueira Mental, uma compreensão decorrente dos estudos sobre a Teoria da Mente.

Mitos II

Outro mito comum é de que quando se fala em uma pessoa autista geralmente se pensa em uma pessoa retardada ou que sabe poucas palavras (ou até mesmo que não sabe alguma). Problemas na inteligência geral ou no desenvolvimento de linguagem, em alguns casos, pode realmente estar presente, mas como dito acima nem todos são assim. Às vezes é difícil definir se uma pessoa tem um déficit intelectivo se ela nunca teve oportunidades de interagir com outras pessoas ou com o ambiente. Na verdade, alguns indivíduos com autismo possuem inteligência acima da média.

Cura

A ciência, pela primeira vez falou em cura do autismo em novembro de 2010, com a descoberta de um grupo de cientistas nos EUA, liderado pelo pesquisador brasileiro Alysson Muotri, na Universidade da Califórnia, que conseguiu "curar" um neurônio "autista" em laboratório. O estudo, que baseou-se na Síndrome de Rett (um tipo de autismo com maior comprometimento e com comprovada causa genética), foi coordenado por mais dois brasileiros, Cassiano Carromeu e Carol Marchetto.